Canelite.

Canelite é o nome popular da Síndrome de Stress do Medial Tibial ou Periostite Medial de Tíbia, que é uma inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos da Tíbia, podendo se tornar fratura por stress. É comum em atletas que praticam futebol, ténis, ciclismo, corrida e ginástica.

Causas

Alguns fatores podem desencadear a síndrome:

  • pronação dos pés;

  • prática de desportos em terreno muito rígido;

  • uso de calçados inadequados;

  • fatores genéticos.

Prevenção

Dê preferência a ténis de corrida flexíveis na parte frontal. Proceda à troca dos ténis de corrida ao fim de 480 a 640 km. Use uma palmilha para reduzir o choque e/ou de amortecimento, assim como suporte para arco do pé, se necessário. Use ortopédicos ou ténis antipronação.

Não aumente o seu volume de treino drasticamente ou faça treino de velocidade prematuramente. Equilibre o seu treino. Corra uma menor quilometragem e faça-o sobre superfícies mais macias. Inclua corrida em piscina ou outra atividade física complementar.

O alcatrão é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A relva é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflamação na região da tíbia. Alongue antes da corrida e após o aquecimento.

Se cometeu um erro no treino e provocou dor na canela:

Coloque gelo, tome anti-inflamatórios não esteróides e não cometa o mesmo erro novamente.

Se a canela dói sempre após uma sessão de treino na pista de atletismo:

Faça o seu treino de velocidade sobre terra batida, relva, areia, na passadeira ou faça corrida na piscina. Faça a quantidade apropriada de treino de velocidade e corra num ritmo adequado. Gradualmente aumente os treinos de velocidade para até 10% do volume semanal em uma sessão, e não corra mais rápido do que o seu ritmo numa corrida de 5 km até que seja capaz de realizar os 10% sem dores severas.

Não se esqueça de fazer o retorno à calma – provavelmente a parte do treino mais negligenciada. Correr por mais 3 ou 5 km pode ser pouco agradável depois de fazer 20 repetições de 400 metros no ritmo de corrida de 5 km. A corrida leve introduz sangue com os seus nutrientes e acelera a extração dos produtos do desgaste da corrida rápida. Adicione 400 metros de caminhada no final e também estará diminuindo o acúmulo sanguíneo pós-exercício que contribui para inflamação nos músculos. Molhe as pernas com água gelada, coloque os pés ao alto por 20 minutos, tome um duche e faça alongamentos.

A musculatura da tíbia trabalha de encontro aos grandes músculos da panturrilha, e é a última musculatura a aquecer e a primeira a esfriar. Nesse sentido, faça exercício para fortalecê-la. Reduza a quilometragem para se diminuir a inflamação na região da tíbia. Já que os músculos da região da tíbia são os últimos a aquecer, a utilização de meias de cano longo pode ajudar no aquecimento.

Tratamento

- Aplicação de gelo no local durante 20 minutos, 2 a 3 vezes por dia;

- Trocar os ténis por um modelo específico;

- Alongamentos da parte da frente e de trás da perna: manter por 30 segundos e repetir 3 vezes em cada perna.

O tratamento de uma dor crónica (duração superior a 3 meses) deverá ser realizado com anti-inflamatório (indicado por um médico), medicamentos para alívio da dor, fisioterapia, alongamentos ou, caso persista, efectuar uma paragem dos treinos.
Tempo de recuperação
O tempo de recuperação depende de como o organismo de cada corredor reage. No entanto a média da recuperação deste tipo de lesão é de cerca de três semanas, enquanto que a fratura por stress pode levar até mais de um mês e meio e, em casos mais extremos, necessitar do tratamento cirúrgico.
Características da canelite*
Causas Tratamento Nos treinos
Excesso de atividade. Alongamentos. Corridas mais curtas: novo plano.
Treinos em superfícies duras. Fisioterapia. Passar gelo na tíbia após a atividade.
Calçados com sistema de amortecimento inadequado. Uso de medicamentos e anti-inflamatórios. Mudança de superfície (treinar na terra ou na relva, por exemplo).
Problemas ligados a impacto em geral. Suspensão de treinos em alguns casos. Uso de ténis específicos para o tipo de passada (neutra, supinada ou pronada).
* Fonte: Rubens D’Elia e Ricardo Cury

Trabalho Carlos Lopes
Outras Fontes:
http://globoesporte.globo.com
http://inside.nike.com
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