10 Km da Lagoa | por Carla Tabaio

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Os 10 Km da Lagoa (de Óbidos) decorreram ontem na Foz do ArelhO. Esta foi uma organização da GFD Running em colaboração com a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, da Junta de Freguesia da Foz do Arelho e da Foz365. Neste belo fim de tarde de sábado na Foz do Arelho viva-se um clima de festa! A organização proporcionou a quem por ali passava um ambiente festivo e descontraído. Num fim de dia de praia, os veraneantes puderam ver um belo espectáculo de corrida.

Esta corrida teve como padrinhos os atores Paula Lobo Antunes e Jorge Corrula, a cargo do último ficou o aquecimento da corrida para crianças. A corrida para crianças iniciou-se às 17h30 com os benjamins A, aos quais se seguiram os benjamins B e, por fim, os infantis.

A cargo da GFD Running ficou o aquecimento antes da prova dos 10 km. Às 19h foi dado o início da prova. Pela primeira vez, na minha história de provas, esqueci-me de carregar o relógio. Resultado: fui “às escuras” para a prova. Uma pessoa habitua-se tanto a correr com o relógio que até pensa que não sabe correr sem ele! Quando me apercebi que não tinha bateria, uma hora antes da prova, delineei uma estratégia: rezar para que houvessem pacers e agarrar-me que nem uma lapa ao pacer do ritmo 5’! Foi com grande alegria que verifiquei que havia mesmo pacers, não por ritmo, mas por tempo de prova. Ou seja, foquei-me no pacer dos 50 minutos.

Foi apenas poucos minutos antes da prova, já na linha da partida, que em discussão com um colega de outra equipa sobre que tempos estávamos a pensar fazer, que ele me diz:

– Só aquela subida é que vai ser…

– Vai ser? Subida?! Mas isto não é só uma prova de estrada de 10km como todas as outras? Planinha?

-Não, tem uma subida.

– Mas é assim uma subidita…?

-Não! É uma subida à séria!

O drama! O horror! Exato, não ler o regulamento da prova dá nisto! Pensava eu que ia sempre rente à lagoa de Óbidos descansadinha da minha vida… Até na ilusão de bater um record pessoal! Pois… não! Lá fui eu procurar o meu pacer escolhido, mas já consciente que não o iria acompanhar a prova toda. E assim foi, aguentei o ritmo do pacer até meio da subida, a subida era mesmo uma subida “à séria”. Iniciou-se a cerca de 1,5 km do percurso e, à medida que a fui correndo, fui vendo a minha bandeirinha a afastar-se. Mas completei-a estoicamente! Havia dizeres engraçados escritos no chão que até ajudavam a distrair. É claro que me fartei de reclamar mentalmente coisas como “se eu quisesse subidas tinha ido para uma prova de trail!”, mas chegados lá a cima a vista era inegavelmente bonita, sobre a lagoa, lindo! Mas acho que preferia ter lá ido de carro! Como disse a vencedora “a subida era desnecessária!”. Esta era mesmo para valentes!

O bom das subidas é que indicam que haverá descidas, e assim foi, o que ajudou a descansar. No final da descida enorme… toma lá mais uma subidita, ao que o meu cérebro respondeu “só podem estar a brincar…!” Finda esta subidita lá engrenámos na fase plana, junto à lagoa. Muito bonito! Aqui estávamos a sensivelmente 4 quilómetros do fim, mas ao olhar o horizonte e ver lá ao fundo a zona da meta, parecia um percurso muito maior, tive de me consciencializar que eram mesmo só mais quatro quilómetros e não uma distância infinita como parecia!

Na chegada à meta havia muitas pessoas a aplaudir, talvez os veraneantes se tivessem resignado ao facto de não poderem tirar os carros do estacionamento, devido à prova, mas eu aceito o que me dão! E bom espírito em torno de uma prova, com pessoas a aplaudir, eu aceito sempre! Deveria haver mais!

Além da t-shirt de prova (manga à cava) e da mochila que tinham dado no início da prova, recebemos mais uns miminhos como doces típicos regionais, os beijinhos das caldas, e uma plaquinha de participação em cerâmica. Já que estamos na terra do Bordalo Pinheiro, os prémios dos pódios foram todos peças de cerâmica. Mas esta prova teve muitos prémios, além dos habituais da geral e dos escalões, houve também prémio para a primeira mulher e para o primeiro homem a passar aos 3km com a t-shirt da prova (vales BP) e para os atletas a passar a meta em 100.º, 150.º e 250.º lugares, uma noite num hotel.

Em geral, foi uma prova muito bem organizada e com ótimo ambiente e envolvência. Se voltaria a fazer esta prova? Provavelmente não, mas penso que todos os atletas deveriam fazer pelo menos uma vez!

CLASSIFICAÇÕES

Geral Masculino:

Samuel Freire – Sport Lisboa e Benfica

Avelino Eusébio – GFD Running

João Fernandes – atleta individual

 

Geral Feminino:

Cláudia Pereira – GFD Running

Lúcia Oliveira – Generg

Rita Costa – Pés Leves