12 causas para uma lesão

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Por vezes, uma pessoa que corre pode ser atingida por uma lesão sem dar muito bem conta dos motivos por que a mesma surgiu. Primeiro começa uma ligeira impressão, para depois, ao fim alguns dias ou semanas transformar-se numa dor aguda que impossibilita correr, como da mesma forma, pode surgir de um momento para o outro, em plena corrida. Para uma maior prevenção contra este tipo de situações e no intuito de dar um maior esclarecimento a quem gosta de correr, vamos dar uma imagem das principais causas do aparecimento regular de lesões, sempre tão desmoralizantes para qualquer entusiasta de um simples desporto como é a corrida a pé.

1 – Fraca flexibilidade Os nossos músculos tensos e rígidos estão mais sujeitos a lesões do que outros bem exercitados ao nível da flexibilidade. Este é um problema sempre esquecido pelos corredores desejosos de fazerem mais uns minutos de corrida, desprezando quase sempre alguns importantes exercícios adequados a isso nunca se esqueça deles antes e depois da sua corrida e comece em forma descontraída e lento.

2 – Pé fraco Os nossos pés tocam no solo à razão de 1.000 batimentos durante um período de 7 a 12 minutos de corrida, conforme a amplitude da passada e o andamento de treino. Estes números podem parecer exagerados principalmente se pensarmos que durante, por exemplo numa semana qualquer, um corredor mediano cobrirá facilmente um total de cinco a sete horas de corrida, ou seja, qualquer coisa como 30.000 a 42.000 batimentos no solo 1 Com estes dados, é mais fácil começarmos a compreender a razão da maioria das lesões se situar no conjunto ósseo-muscular da zona do pé. Ao mesmo tempo, muitos estão a pensar como têm tido sorte de nunca se terem lesionado em tal zona. O atleta deve ter sempre o conjunto articular do pé musculado e preparado para os esforços a que se propõe. Caso contrário, mais cedo ou mais tarde, vêm as lesões. Tenha muito cuidado com o tipo de sapatos que utiliza e com os terrenos em que corre.

3 – Excesso de treino Se tem pouca base de quilómetros, um aumento súbito dos mesmos é a certeza de lesão. O organismo do ser humano é uma excelente máquina bem preparada para tudo, mas que deve ser exercitada gradualmente de forma a possibilitar um equilíbrio dos diferentes esforços. Se é certo que a maioria dos principiantes procura absorver cada pormenor da corrida tendo em vista a progressão rápida, não nos podemos esquecer que quanto mais rápida for a progressão, mais perigos existem de lesões. Tenha calma, viva em cada nova etapa aquele conselho que também lhe deram, mas nunca procure “mostrar-se” como a “grande vedeta:’. Quanto melhor for o ambiente em que treina, melhores são as possibilidades de assimilação do esforço e o canse quente fortalecimento moral e físico.

4 – Descuidos nos períodos fracos Ao mínimo sinal de lesão, tenha calma. Mais vale perder um treino do que estar meses e meses parados. Da mesma forma, quando recomeçar os treinos depois de Wi~uer lesão, procure respeitar as normas que o seu médico aconselhou-lhe. Uma lesão mal curada é algo que fica sempre para a vida desportiva do atleta e as suas mais graves consequências só se vêm repercutir anos mais tarde. ._ Nos períodos mais fracos da sua saúde, procure diminuir também a preparação. Lembre que o corpo não é uma máquina indiferente a avaria.

5 – Falta de apoio Existem vários especialistas que recomendam o repouso como o melhor remédio para a cura dos males. Enfim, hoje está provado que o movimento, desde que respeitando as suas consequências fisiológicas, é algo bem mais importante do que se imaginaria há algumas dezenas de anos. Tenha sempre cuidado em procurar apoio técnico junto de pessoas competentes e que sintam os problemas dos corredores.

6 – Factores ambientais Procure um grupo de corrida optimista que encare a preparação como algo de descontração e bem-estar e nunca como aquela alavanca que vai possibilitar vencer tudo e todos. O meio ambiente é fundamental para a forma de encontrar o seu equilíbrio e adaptarse ao esforço exigido. Para colegas de corrida novos, tenha sempre uma palavra amiga, deve aparecer sempre como uma excelente forma de descontracção e nunca como uma carga para prejudicar o bem-estar de cada um. Procure correr descontraído e de preferência em grupo. Um bom ambiente de treino, em que cada um brinca com o colega, é um excelente método para a descontracção e bem-estar do corredor. Um corredor que se encontre só no seu treino habitual,está mais sujeito a abandonar a actividade e a irritar-se com pequenos nadas. Viva o treino, brinque com o seu colega do lado, aproveite para contar e escutar as despreocupações de cada um e assim, o treino surgirá como um bom “banho” de prazer e não como uma continuação das possíveis preocupações diárias

7 – Hábitos impróprios de treino Súbitas mudanças de intensidade, duração e frequência dos seus treinos devem ser evitados. Da mesma maneira, mudanças de tipo de piso (de mole para duro por exemplo) e novos métodos de treino podem ter graves repercussões. Procure a pouco e pouco encontrar o método de preparação que mais garantias de rendimento lhe possibilitem, assim como uma certa segurança na progressão da actividade. Se o seu colega às quartas-feiras tem por esquema subir a montanha mais próxima, isso não significa que também o tenha de fazer. Cuidado, a progressão é um excelente “remédio” para afugentar as lesões.

8 – Stress/Tensão As lesões surgem normalmente nos períodos difíceis do corredor, não só, por exemplo, por se andar a treinar em excesso, mas também, por outros casos de tensão do seu dia a dia. Um atleta tenso suporta malas esforços, irrita-se com mais facilidade, é mais vulnerável à doença. Sintomas de insónias, fadiga geral e fácil irritação são sinónimos de excesso de treino sempre possíveis de evitar.

9 – Desequilíbrio muscular Se observarmos os corredores que treinam por exemplo só em terrenos acidentados, facilmente concluiremos que os seus músculos inferiores se encontram desenvolvidos. O inverso também é verdade, principalmente para aqueles que só correm em torno de uma pista. Estes dados demonstram que certos grupos musculares ficam mais desenvolvidos do que outros e quando por qualquer motivo, se muda de terreno, tais grupos, em regra pouco solicitada no treino, acusam o esforço e lesionam-se. Sob o ponto de vista científico, este problema é demonstrado pelas variações do esforço entre os músculos agonistas, solicitados para o esforço e os antagonistas, em descontracção. Assim, ao correr há alguns músculos que descansam e outros que estão em plena actividade, numa sucessão que ao fim e ao cabo, permite o melhor rendimento. Na prática, deve-se variar os tipos de terreno e respectivas percentagens de inclinação de forma a possibilitar uma perfeita e desejável musculação natural. Paralelamente, é importante também um reforço gradual dos músculos abdominais e quadricípedes.

10 – Desigual comprimento das pernas É muito raras as nossas pernas serem rigorosamente iguais, ou melhor, terem o mesmo comprimento e cerca de 50% dos corredores têm lesões originadas por esse facto. As diferenças são apenas de alguns milímetros, mas como já tivemos ocasião de referir atrás, os milhares de passadas começam a fatigar mais um determinado local do que outro e, depois aí estão as micro lesões, cUJas consequências são por vezes bem graves. Atingido por elas, o corredor normalmente não pensa que a causa pode estar num ou outro milímetro de diferença entre as suas pernas esquerda e direita. Limita-se a usar esta ou aquela pomada, a dor desaparece para voltar pouco tempo depois, sem que se saiba muito bem como. Geralmente, recorre-se a dizer mal da pomada, muda-se para outra, mas a causa do mal fica intocável e muitas vezes desconhecida. Aconselha-se uma consulta a um bom especialista (de preferência que seja um corredor…)

11 – Falta de massagem muscular Aplicada por um especialista em medicina desportiva, a massagem profunda é bastante eficaz para melhorar a zona dos tecidos afectados e dos músculos rijos. No entanto, se não houver essa possibilidade, aconselha-se a depois de cada treino, a fazer uma auto-massagem nas pernas, sempre de baixo para cima.

12 – Sapatos velhos e gastos Tenha sempre em atenção que muitas das lesões podem ter a ver com o desgaste natural dos nossos sapatos de corrida. É preferível trocar de sapatos assim que eles começam a dar mostras de desgaste, do que ter de parar um ou dois meses por causa deles.