A FORÇA E A CORRIDA

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A FORÇA E A CORRIDA

Felizmente, cada vez há mais corredores que contemplam a melhoria da força muscular dentro dos seus programas de treino. O desenvolvimento da força e a capacidade aeróbia têm uma ampla margem de compatibilidade.

Seguramente, muitos corredores têm as suas dúvidas sobre o desenvolvimento da força, mas já há muita informação disponível sobre essa questão.

Todos os corredores devem ter consciência de que o fator que limita o seu rendimento será sempre o músculo. Um corredor em forma e que siga um bom plano vê muitas vezes o seu rendimento cair numa corrida devido à fadiga muscular progressiva, sem que o sistema cardiorrespiratório tenha chegado ao sue potencial máximo.

O seu organismo poderia continuar a fornecer energia, mas quando o músculo atinge o seu limite, sobretudo pelo trabalho excêntrico, o abandono da atividade é inevitável.

Um condicionamento muscular adequado resultará numa maior resistência à fadiga muscular e uma melhor eficiência mecânica, melhorando não só o rendimento como também evitando alterações e desequilíbrios que poderiam terminar em lesões.

Conseguidas as adaptações a nível metabólico baseadas em alcançar um sistema de aporte energia eficiente e de adaptações do sistema cardiorrespiratório, chega a vez das adaptações mecânicas, necessárias para conseguir uma maior capacidade de resistência dos diferentes tecidos para suportar as cargas a que serão submetidos sem se danificarem.

Quando o corredor popular se encontra neste nível de maior exigência, o resultado é que apenas se consegue um ligeiro aumento dos fatores metabólicos mas, e este ponto é importante, um aumento considerável do risco articular sem uma melhoria dos fatores mecânicos.

O resultado é bastante evidente quando observamos a realidade destes corredores: corredores com um nível de rendimento aceitável, mas com alterações mecânicas como a fascite plantar, a perisotite, dor lombar, tendinite rotuliana, etc.

Uma planificação onde se incluam exercícios de força com movimentos gerais que tenham o objetivo de melhorar a resistência à fadiga muscular e implicar os estabilizadores irá repercutir-se positivamente no rendimento, conseguindo aumentar o nível de forma, mas também evitando alterações e desequilíbrios musculares.

Fonte: www.msn.com