Anabolizantes são medicamentos que alteram o metabolismo….

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Os Esteróides funcionam como as hormonas masculinas naturais. Ajudam a aumentar a massa e a força muscular do atleta. O seu uso é difundido também entre as mulheres que praticam provas que exigem grande potência muscular, ou desejam melhor aparência física.

Podem ocorrer efeitos de virilizacão, como: crescimento de pelos na face, crescimento de ombros, voz grossa.O aumento da força física do atleta ocorre justamente quando a droga é ministrada durante um intensivo treinamento físico e uma reforçada dieta de proteínas. Para produzir os efeitos desejados pelos atletas, o medicamento – indicado durante a convalescença, para acelerar o crescimento ou na recuperação de atrofias musculares – é empregado em doses até vinte vezes superior às ministradas no seu uso terapêutico.

Dessa forma, seu resíduo é detectável no organismo até um ano depois de ter sido usado. Ao contrário dos estimulantes, que para fazer efeito devem ser tomados uma única vez nas vésperas das competições, os anabolizantes são ingeridos em época de treino por períodos contínuos que variam entre três e seis meses.

O tratamento é interrompido de duas a três semanas antes das provas: tempo suficiente para o organismo eliminar traços das substâncias proibidas e permitir a passagem pelo exame antidoping. Para fazer face a essa situação, desde 1993 que a Federação Internacional de Atletismo realiza exames-supresa nos melhores atletas do mundo.

O exame de sangue seria muito mais eficiente no controle antidoping, mas não é permitido pelo Comité Olímpico Internacional. A entidade teme o protesto de alguns países , que alegarão motivos religiosos para evitar que seus atletas tirem sangue.

 

As substâncias que dopam:

Betabloqueadores

Os betabloqueadores são remédios que baixam a pressão sanguínea. Atuam no sistema cardiovascular, diminuindo o número de batimentos do coração. Ajudam em categorias que exigem precisão, como o arco e flecha e o tiro.

Diuréticos

Os diuréticos são usados pouco antes das provas para desidratar o organismo e diminuir o peso dos atletas. Atletas de boxe, luta, judô e halterofilismo podem usar a substância para atuarem em categorias de peso inferior ao seu.

Estimulantes

Os estimulantes agem direto no sistema nervoso, fazendo o atleta ficar mais excitado. A cafeína é o exemplo mais comum. Os velocistas de atletismo conseguiram melhorar seus tempos com esse tipo de substância.

Injeção de sangue

Alguns atletas injetam até um litro de sangue pouco antes da competição. A transfusão aumenta a quantidade de glóbulos vermelhos, melhorando a capacidade de circulação de oxigênio entre as células até 5%.

Narcóticos

Os narcóticos são usados para combater dores moderadas e agudas. A maior parte tem efeitos colaterais, incluindo transtornos respiratórios em proporção a dose e risco de dependência física e psíquica.

Curiosidades

– Para usar a cafeína como estimulante, o atleta teria que tomar num curto espaço de tempo 36 copos de café.

– Na olímpiada de Barcelona em 1992, foram feitos 1850 testes de urina.

– Foi no Canadá, em 1967, numa prova de ciclismo, que estrearam os testes antidoping oficialmente no desporto amador. No mesmo ano, a comissão médica do COI instituiu um índex de substâncias proibidas.

– Na Olimpíada de Roma, em 1960, o ciclista dinamarquês Knut Jensen morreu durante a prova de perseguição por equipes. O laudo falava em “insolação”, mas a autópsia constatou que ele havia ingerido grandes doses de anfetaminas.

– A nadadora da ex-Alemanha Oriental Kristiane Knacke, medalha de bronze nos 100 metros borboleta, levou oito anos para perder quinze quilos de musculatura gerada por anabolizantes. Sua filha, nascida dois anos depois que ela deixou as piscinas, apresenta graves problemas hormonais.

– O halterofilista russo Kaarlo Kangasniemi, medalha de ouro, na Olimpíada de 1968, sofreu um grave acidente. Ao erguer uma barra de 160 quilos, um dos músculos de suas costas, inchado pelo uso de anabolizantes, rompeu pelo uso dos alteres. A barra caiu sobre sua nuca, quebrou uma das vértebras e ele ficou paralisado pelo resto da vida.

– Em 1991, a velocista alemã Katrin Krabbe treinava na África do Sul quando recebeu a visita de um fiscal da Federação Internacional de Atletismo para colher a sua urina. O laboratório descobriu que o material tinha sido adulterado. Não foi detectada nenhuma droga, mas verificou-se que a urina de Katrin era idêntica a de outras duas corredoras que forneceram amostras do mesmo dia. A adulteração do material é punida com a mesma severidade que um caso de doping.

– Antes mesmo do início da competição, o velocista inglês Jason Livingston e dois levantadores de peso da equipe britânica foram desligados da Olímpiada de Barcelona, em 1992. Os três atletas sofreram a punição quando se soube do resultado positivo dos exames de doping realizados do início de Julho, ainda na Inglaterra, durante o período final do treino para os jogos.

A droga usada por Livingston chamava-se Methandianone, um medicamento da família dos esteróides anabolizantes.