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Digestão fácil, rica em oligo-elementos e em proteínas, são algumas das virtudes do peixe e dos crustáceos, indispensáveis na dieta do corredor. Não deixe de os consumir, pela sua saúde! Peixe. Para esclarecer sobre as sua virtudes, uma comparação com a carne permite, sem qualquer dúvida, classificá-lo como um dos alimentos preferenciais à sua dieta devido a ser um alimento rico em proteínas.As qualidades identificam-se com as da carne, mas a melhor digestão dá-lhe um estatuto suplementar devido à sua pobreza em fibras (em relação à carne que comporta a colagéne, uma fibra que retarda a digestão) e lípidos.

O peixe contém todas as propriedades procuradas por um corredor. É necessário também notar que mesmo os peixes gordos (tais como o salmão, a cavala, a enguia, a sardinha e até o arenque) contêm gorduras  O peixe favorece o curso do treino e permite manter o peso, limitando o consumo de lípidos. Antes de uma competição, o consumo de cozidos é bastante importante, os alimentos devem ser cozidos sem gordura, em lume brando. Atenção ao peixe cru, tipo cozinha japonesa, que trazem grandes riscos de intoxicação alimentar.
Comparado à carne, o peixe é mais rico em proteínas e oligo-elementos. Comparado à carne, o peixe é também mais rico em oligo-elementos, por exemplo, em cálcio, com 20 a 40 miligramas por cada 100 gramas de peso, com uma boa assimilação ao nível intestinal e celular, outro factor interessante é o facto de o cálcio intervir no fenómeno da contração muscular, o que vai ajudar a melhorar o desempenho atlético. O peixe contém também outra molécula muito importante, o fósforo (tem um papel activo ao nível enzimático e energético).

A sua presença é extremamente importante em acção com outros agentes como o iodo e com as vitaminas A e D ( sobretudo no peixe  gordo) e em vitamina B12 (para evitar a anemia). Mas, atenção: se o peixe parece ser superior à carne em todos os sectores, tal não acontece em relação ao ferro. O corredor, especialmente as mulheres devido à fragilidade causada pela anemia, devem consumir regularmente, ovos, carne (especialmente carne de vaca e de cavalo) e lentilhas. Se estiver sujeito a tendinites, não é aconselhável o consumo de peixes fumados e salgados, como as  chovas, as sardinhas, os arenques e a sopa de peixe, que vão aumentar a presença de ácido úrico no sangue.

Quando falamos de peixe, convém também evocar os crustáceos, pois devemos saber se, de vez em quando, se deve ou não comer um prato de frutos do mar.A comparação deve ser feita com o peixe. Para os crustáceos a percentagem de proteínas é idêntica (entre 13% e 23%). São mais ricos em ferro, em cálcio e magnésio, tendo também uma digestão fácil. Quando lhes é adicionada maionese, toma-se um prato indigesto. Quanto ao  arisco de concha, a percentagem de proteínas ç de 7% para as ostras e 10% para outros molúscos, excepção feita às conquilhas de Saint Jacques que têm 16%. Os lípidos nos crustáceos estão entre I% e 2%, nos moluscos e no marisco de casca, estão bastante ‘semelhantes no que concerne aos valores adjacentes, mas em inferioridade ao peixe.

No entanto, apresenta uma grande riqueza em cálcio, magnésio, ferro e em vitaminas A,.B e C. A digestão deste alimento é fácil mas, com os frutos do mar deve ter-se atenção ao risco de intoxicação (assegure-se da sua frescura e proveniência). O peixe deve figurar regularmente na sua dieta, pode também desfrutar do prato de frutos do mar, mas não abuse, pense  que tem de manter uma alimentação equilibrada.

As percentagens de nutrientes

PEIXE

Percentagem de lípidos:

– Os peixes magros (pescada, solha, linguado,
raia, truta, dourada etc..), têm cerca de 5% de
lípidos.

– Os peixes semi-gordos (salmonete e
sardinha), apresentam uma percentagem de 5% a
10%. .

– Os peixes gordos (como a cavala, a enguia e
o atum) mais de 10%.

Nota: Existe uma possível variação destes
dados de acordo com as épocas de acasalamento.

CRUSTÁCEOS
Prótidos: 13% a 23%.
Lípidos: 1% a 2%.

MARISCO DE CONCHA
Prótidos: 7% a 10%
Lípidos: 1% a 2%.

MOLUSCOS
Prótidos: 15%.
Lípidos: 1% a 2%.

Fonte: Revista Atletismo