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Falámos com Luís Conde, Head Sports da VOQIN Experiences & Events, empresa responsável pelo Challenge Lisboa, acerca da edição de 2019 da prova, e a nossa conversa foi esta.

 

Quando foi a primeira edição do triatlo de Lisboa com a marca Challenge?

A primeira edição do Challenge Lisboa foi realizada em 2017. No entanto, de 2007 até 2016 a prova já existia, com moldes semelhantes, e era conhecida como Lisboa Triathlon.

 

O que levou a marca Challenge a gerir esta prova em Lisboa?

O Challenge Family procurou nossa empresa em 2016 pois queria expandir-se na Europa para países e regiões com grande atractividade turística, de preferência que já tivessem provas de triatlo conceituadas e com grande visibilidade. Assim Lisboa foi uma escolha óbvia.

 

Tendo isso em conta, podemos ter uma idéia de números de atletas que terminaram cada uma das distâncias da prova, e qual a percentagem de atletas estrangeiros?

Em 2018, no Middle Distance tivemos 680 finishers, 50% dos quais estrangeiros. No Battle of The Sexes 200 finishers, 38% dos quais estrangeiros e no Relay tivemos 80 finishers, 30% dos quais estrangeiros.

 

Em relação às distâncias disponíveis existem algumas diferenças em relação aos anos anteriores, nomeadamente por não haver este ano o “battle of the sexes” e termos distância Super Sprint e Sprint. Pode explicar-nos o que leva o Challenge Lisboa a optar por esta mudança?

Este ano, e de comum acordo com a Federação de Triatlo de Portugal decidimos realizar também provas mais curtas, de forma a fomentar a iniciação ao triatlo, dando a oportunidade a novos atletas de participarem numa prova internacional, junto dos melhores triatletas do Mundo.

Acreditamos que desta forma a motivação e troca de experiências seja um estímulo para a aposta desses atletas na modalidade.

Apesar de ter sido diferenciador, a prova “battle of the sexes” não teve grande adesão. Dessa forma focamos a nossa atenção nos praticantes de triatlo, com um grade foco no triatleta.

 

E a prova “Family Relay”, como funciona?

No final do dia terminamos a festa com a corrida Family Relay, onde famílias e amigos podem juntos sentir o gosto de realizarem uma prova de Triatlo em estafeta, podendo fazer o último segmento (a corrida) todos juntos, ajudando assim a criar momentos desportivos únicos.

 

Existe também a possibilidade de conseguir qualificação para o evento “The Championship 2019” na Eslováquia, como é que isto funciona?

É muito simples, os primeiros 5 atletas profissionais de cada género têm acesso direto à inscrição na prova, bem como os primeiros 6 atletas de cada género em cada age-group. Existem por fim 10 vagas para quem participar na estafeta empresarial. São ao todo 142 vagas individuais e 10 para estafeta mas atenção, somente para a distância maior.

 

Quanto aos percursos e ao parque de transição, mantém-se como em 2018?

Os percursos são praticamente os mesmos de 2017 e 2018, no qual tantos triatletas já estiveram e sempre elogiaram, rápidos, planos e especialmente com um excelente piso para a bicicleta. Em 2018, devido a outro evento na zona, vimo-nos obrigados a fazer algumas alterações de última hora, sendo que este ano o parque de transição volta para debaixo da pala do Pavilhão de Portugal (onde esteve em 2017), zona com bastante espaço e conforto para os participantes.

Zona de transição, por baixo da pala do Pavilhão de Portugal.

 

Quais os meios de apoio, socorro e abastecimentos envolvidos?

O Challenge Lisboa é uma prova que prima pela segurança e conforto dados aos participantes. Nesta edição o foco é o Atleta, e vamos ter inúmeras novidades.

Temos uma grande equipa com mais de 200 pessoas em todos os setores, tanto na água como em terra, com um grande um contigente de motas equipadas, ambulâncias e pessoas presentes em todas zonas de competição. Teremos também suporte móvel no percurso de bicicleta (em caso de desistência ou avaria na mesma), pontos de hidratação (chamados Energy Stations) com casa de banho e música, uma zona de recuperação pós-prova como nunca se viu em numa prova de triatlo em Portugal e algumas surpresas no parque de transição, e tudo isso na belíssima zona Oriental de Lisboa.

 

Para acompanhantes e familiares, que facilidades existem? Como é que eles se vão entreter durante o dia? Onde e como podem ver a prova, e como chegam ao Parque das Nações nesse dia?

O Challenge Lisboa é uma prova que tem como ambição ser mais que “só mais uma” prova de Triatlo. Queremos fornecer entretenimento a todos que estejam presentes no Parque das Nações neste dia, acompanhantes, familiares, atletas e moradores.

O Parque das Nações tem uma estrutura de mobilidade urbana espetacular, com autocarros, comboios e metro na Estação do Oriente que fica a apenas 200 metros do nosso centro de operações, portanto será fácil ir até lá para assistir, e as infra-estruturas da região são ótimas, com grande opção de restaurantes e um shopping mesmo ao lado. Realizámos também uma parceria com o Oceanário, e todos os participantes e familiares terão desconto nas visitas ao mesmo.

Estamos a desenvolver com a Freguesia do Parque das Nações uma parceria de envolvimento da comunidade com a Maratona Desportiva da Piscina do Oriente, onde os moradores da freguesia vão poder participar na provas Family Relay, para além de provas de natação exclusivas e atividades físicas diversas.

Todos os acompanhantes poderão também assistir à prova num ecrã gigante que vai estar próximo da meta, e vamos disponibilizar live streaming para quem desejar acompanhar a prova em direto.

Por fim, e com esta preocupação com os acompanhantes e familiares, convém também referir que em todas as provas do dia os atletas poderão cruzar a meta com os seus familiares, desde o bebé de colo até à avó que usa andarilho para se deslocar, todos estão convidados a participar nesta festa de Triatlo.

Todos têm lugar nesta linha de chegada.

 

Para finalizar, qual o futuro do Challenge Lisboa. Temos distância longa no horizonte?

O Challenge Lisboa 2019 vai dar um grande passo no âmbito da sustentabilidade, e estamos a trabalhar muito ativamente para deixar a mínima pegada ambiental na região.

Este é um trabalho difícil, pois o mercado nacional não está preparado para esse passo. No entanto, temos de começar por algum lado, e assim estamos a trabalhar em conjunto com todos os nossos fornecedores e parceiros de forma a reduzir o impacto ambiental.

Todo o material de apoio que vamos utilizar este ano, ou foi utilizado na edição anterior, ou vai ser reaproveitado para futuras edições, o nosso planeamento é a longo prazo.

Desta forma, isto ajuda-nos a desenvolver uma consciência ambiental, pois já estamos a preparar-nos para a prova de 2020.

Lisboa em 2020 é a Capital Verde da Europa, e nós junto com a Câmara Municipal de Lisboa criamos um compromisso de fazer um evento sustentável, e tudo que não conseguirmos realizar já em 2019, vai continuar a ser trabalhado, para em 2020 ser concretizado para realizar uma prova de triatlo 100% sustentável.

Além disso, Lisboa será em 2021 a Capital Europeia do Desporto, e estamos a desenvolver um trabalho em conjunto a ETU e ITU, bem como com a Câmara Municipal de Lisboa e a Federação de Triatlo de Portugal, para realizar uma grande prova na cidade de Lisboa.

Isso implica em uma série de desafios operacionais, e uma prova Longa decorre ao longe de muitas horas, e fechar ruas e acessos por tanto tempo não é uma missão fácil de ser atingida. No entanto estamos focados em ser uma prova de referência no mercado nacional e internacional, e a cidade de Lisboa quer e merece uma prova de excelência em 2021.