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A corrida contínua não é nenhuma brincadeira. É um grande exercício físico que no início pode parecer extenuante, mas que após uns meses já é feito com enorme facilidade. No entanto, correr na cidade ou no parque é uma coisa – a direito, com algum desnível e pouca dificuldade – outra coisa é pisar a montanha onde existe um sem fim de dificuldades relacionadas com imensas variáveis: subidas, descidas, terrenos de todo o tipo de distâncias, texturas e compromissos técnicos. Por esta razão, propomos-lhe que comece a andar e que utilize os fins de semana para se ambientar ao terreno. Lembre-se da importância de correr acompanhado nas primeiras corridas, com amigos mais experientes e em percursos com pouco desnível e dificuldade técnica. As suas primeiras visitas à montanha devem ter um objetivo bem simples: desfrutar e nada mais.

Se além disso quiser avançar mais depressa para poder criar uma boa base aeróbia e habituar os seus pulmões, pernas e coração ao exercício, recomendamos-lhe que dedique, pelo menos, dois dias por semana a treinos intercalados entre caminhar e correr por um lugar agradável e acessível, como um parque, por exemplo. Ao princípio, o seu corpo passará mais tempo a andar do que a correr. Por exemplo, séries de 5 minutos a andar e 2 minutos a correr. Passados poucos dias a tendência inverte-se e conseguirá correr o dobro do tempo que passa a andar. Com algumas semanas a seguir a esta rotina chegará o dia em que consegue correr 10-20-40 minutos ou até 1 hora sem parar. Nesta altura terá estabelecido a sua base desportiva que lhe permitirá desfrutar da corrida em montanha, sem ter de evitar as encostas a subir. A partir daqui, basta ganhar confiança e um ritmo certo para poder dizer que é um verdadeiro atleta de trail!

Se é um corredor que já não parte do zero e pratica outro tipo de modalidade aeróbia, está pronto para começar. A sua disposição fisiológica permite-lhe movimentar-se com mais desenvoltura pela montanha e em menos tempo do que um homem mais sedentário. O seu chassis está mais reforçado, o motor tem mais cilindrada e quando assim é tudo fica mais fácil, mas isto não quer dizer que entre logo a “matar” no primeiro dia. Neste sentido, terá que aumentar aos poucos o seu ritmo em termos de duração e intensidade. Lembre-se que o trail running não é a mesma coisa que nadar, andar de bicicleta ou remar: disciplinas sem impacto articular e muscular.