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Nos últimos anos vimos surgir em Portugal cada vez mais corridas e cada vez mais gente com o ‘bichinho’ da corrida. Quem ganhou o hábito de fazer mini-maratonas, meias maratonas e maratonas, já é um bom conhecedor dos tempos que normalmente faz, razão pela qual não é nada estranho que tenha definido objetivos claros para fazer um tempo melhor.

Mas e se no dia da grande corrida, apesar do treino e do esforço, as coisas correram mal? Como recuperar a motivação quando os objetivos definidos para corrida falharam?

Jenny Hadfield é coach. A sua especialidade é a motivação, nomeadamente de atletas.

Num artigo para o site Runner’s World, Jenny estabeleceu algumas lições a ter em conta na hora de recuperar a motivação para o futuro. Afinal de contas, outras corridas haverá onde os objetivos pessoais podem ser atingidos.

O falhanço não é algo de que se deva fugir mas que deve ser aceite. “Depois de cada corrida, foca-te no que correu bem e no que correu mal”, aconselha Jenny, que explica que, na maior parte das vezes, há muito mais a aprender nas corridas que correram mal do que nas que correram bem.

Se as coisas não correram bem, e mesmo que os treinos tenham sido exigentes, se calhar é importante ver o que pode ser feito de forma diferente. “Mesmo que tenhas uma sólida base de treino e de corrida, o plano pode precisar de evoluir para incluir outros exercícios”, desde percursos com mais subidas e descidas, maior variação no ritmo de corrida (sprintar de vez em quando, por exemplo) ou até tentar corridas mais longas mas em pisos e circunstâncias mais simples. A diferença… pode fazer a diferença.

Outra coisa a analisar é o ritmo: boa parte das desistências ou da simples quebra resultam de um início de corrida muito acelerado (cujo ritmo é difícil de manter ao longo da corrida). Um corredor deve-se ir conhecendo ao longo do tempo, para evitar estragar uma corrida de vários quilómetros à conta de um ‘esticão’ logo no início da corrida.

Jenny aconselha também a que se olhe para as coisas numa perspetiva de longo prazo. Deste modo é mais fácil ver se houve evolução ao longo do tempo e ajuda a desvalorizar as diferenças de apenas uma corrida para a outra.

Finalmente, Jenny lembra que convém não desvalorizar questões práticas, como a meteorologia no dia da corrida. O vento, a humidade, o calor, enfim, há uma série de fatores que não têm nada a ver consigo e que podem influenciar a sua corrida. Tenha-os em conta, que podem muito bem ajudar a perrceber porque é que desta vez não se bateu o tempo almejado.