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De acordo a Organização Mundial de Saúde (2009), a inatividade física foi identificada como o quarto principal fator de risco para a mortalidade global, logo após o consumo de tabaco. 

Os níveis de inatividade física estão a aumentar, especialmente nos países desenvolvidos, com grandes implicações na saúde global e na prevalência de doenças não transmissíveis como as doenças cardiovasculares, diabetes e cancro (Andersen et al., 2009).

Pensar na corrida é pensar na forma de prevenir e tratar diversos fatores de risco (Organização Mundial da Saúde, 2010), como, por exemplo: hipertensão arterial, diabetes tipo II, excesso de peso ou depressão, inevitavelmente associados ao sedentarismo e a um estilo de vida menos ativo.

Correr pelo prazer de correr, deverá ser um dos objetivos, inicialmente passando de forma consciente por um profissional de saúde (Médico ou Fisiologista do Exercício), no sentido, de ser avaliada a sua aptidão física em termos cardiovasculares.

Depois deste passo de extrema importância, poderá iniciar as suas corridas, o aconselhável é começar devagar e de acordo com a sua capacidade física e mental de suportar a fadiga que se vai instalando.

Durante a corrida, deve sentir-se confortável, se conseguir conversar enquanto corre é bom sinal, use esta estratégia e aproveite a companhia enquanto corre.

Leve consigo um relógio, defina um tempo mínimo de corrida, por exemplo: 2ª feira correr 20 minutos, 5ª feira 25 minutos e no fim-de-semana convide os seus amigos e tente superar-se e corra perto de 40 minutos.

Apesar de estar bem estabelecido que a velocidade possui uma influência considerável sobre o dispêndio energético e sobre a intensidade da marcha e da corrida (Greiwe & Kohrt, 2000), na fase inicial não se preocupe com a distância percorrida nem com a velocidade a que corre, dê importância ao volume (tempo de corrida) e ao bem-estar que o exercício físico lhe traz.

Bons treinos.

  • Texto elaborado por Mário Sá
  • Doutorando em Atividade Física e Saúde
  • Mestre em Exercício e Bem-estar
  • Licenciado em educação Física e Desporto

Referências bibliográficas:

Andersen, L., Anderssen, S., Bachl, N., Banzer, W.,
Brage, S., & Brettschneider, W. (2009). Orientações da União Europeia para a actividade física: Politicas recomendadas para a promoção da saúde e do bem-estar.
 Greiwe, J. S., & Kohrt, W. M. (2000). Energy expenditure during walking and jogging. The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 40(4), 297-302.
World Health Organization (2009). Global health risks: Mortality and burden of disease attributable to selected major risks.
World Health Organization (2010). Global recommendations on physical activity for health.