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A avaliação postural do especialista, além da postura global, vai incidir na posição dos membros inferiores, principalmente no pé, joelho e anca

Para iniciar uma actividade física, é necessário ter em consideração alguns factores mas principalmente o estado de saúde geral e a motivação. A corrida, tem sido nos últimos tempos uma das modalidades mais praticadas pelos portugueses. Não é necessário muito investimento e é só escolher o local para praticar.

É verdade que a corrida está, praticamente ao alcance de todos, mas é preciso ter atenção a alguns factores: factores inerentes à pessoa (factores intrínsecos) e os factores externos à pessoa (factores extrínsecos). Dentro dos factores intrínsecos temos a idade, peso, estado de saúde geral (será conveniente a consulta de um médico especialista em medicina desportiva), avaliação postural (principalmente dos membros inferiores). Dentro dos factores extrínsecos, temos a roupa, o calçado, o terreno para correr.

A avaliação postural do especialista, além da postura global, vai incidir na posição dos membros inferiores, principalmente no pé, joelho e anca. Não só é feita uma avaliação estática, como também é feita uma avaliação da marcha e da corrida, para detectar quaisquer desvios das articulações. Esta avaliação vai servir para aconselhar mais sensatamente a escolha do que é mais importante numa corrida: o calçado.

Existem inúmeras marcas e modelos de sapatilhas de corrida e é necessário ter atenção em não escolher aquele que é considerado o melhor do mercado, mas sim o que é mais indicado para si. Várias marcas têm o mesmo modelo com pequenas alterações para os variados tipos de pé, o que vai influenciar o tipo de passada (ou pisada) na corrida:

-Neutro (pé neutro ou normal) – o tipo ideal. O impacto é mais uniforme. A parte externa contacta primeiro o solo e o pé roda ligeiramente para dentro, fazendo com que haja um equilibrio nas forças de pressão nas articulações do tornozelo, joelho e anca. A sola da sapatilha desgasta-se de uma forma uniforme.

– Supinador (pé cavo, para fora) – este tipo provoca um maior contacto com a parte de fora do pé, pois o pé não roda o suficiente para dentro quando o calcanhar toca no solo. Haverá uma enorme probabilidade de sofrer entorses no tornozelo. A sola desgasta-se mais na parte externa.

-Pronador (pé plano, para dentro) – tipo comum nas pessoas com “pé chato”. O  pé roda excessivamente para dentro havendo uma sobrecarga na parte interna do pé. O joelho e anca sofreram alterações e sobrecarga das forças de pressão, provocando uma maior instabilidade no corpo. Haverá um maior desgaste na sola no lado interno.

Por Francisco Almeida e Silva