Do zero aos 10 km com Fitness Hut

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A importância do ginásio quando saímos de sedentários a corredores e quando propomo-nos o desafio da primeira prova de 10 km.Do zero aos 10 km com Fitness Hut
Esta será uma série de 17 artigos de publicação semanal, onde todas as segundas-feiras, até o dia 02 de Janeiro, os nossos seguidores poderão acompanhar a evolução de uma pessoa que decidiu deixar de ser sedentária e começar a correr, mas que preferiu partir para esta aventura acompanhada da melhor forma, pelos profissionais do Fitness Hut.

Colaboradora do portal aminhacorrida.com como consultora na área do Marketing e Comunicação, a Andrea Lavareda começa hoje a preparação para os 10 km do São Silvestre de Lisboa no dia 31 de Dezembro de 2016.

Esta série de artigos tem o objectivo de mostrar a importância de se ter um treino paralelo à corrida, que reforce a estrutura muscular e a actividade cardiorrespiratória e ainda mostrar como é importante começar a correr com orientação e alguma técnica para evitar lesões e entorses e para obter os melhores resultados quando somos corredores iniciantes.

Sedentária e preguiçosa assumida, apreciadora de jantaradas e ginginhas, a Andrea vai relatar em primeira pessoa, porquê decidiu propor-se a este desafio de correr uma primeira prova de 10 km e porquê escolheu o Fitness Hut como o ginásio que lhe vai dar as bases e o acompanhamento necessário para levar a cabo este objectivo.

Neste primeiro artigo, a Andrea vai mostrar o início da sua preparação, assim como repassar as dicas que lhe serão dadas por Ricardo Santos, director do clube Fitness Hut da Alexandre Herculano em Lisboa.

Abaixo o 1º dos 17 artigos até a prova de São Silvestre:
Onde me fui meter…

Fui desafiada pelo site aminhacorrida.com e pelo Fitness Hut a preparar-me para uma primeira prova de 10 km na minha vida, sendo que na corrida sou uma nódoa!

Antes de começar a relatar este desafio, penso que seria importante informar que sou mulher de um triatleta e maratonista e que tenho uma relação com a corrida propositalmente distante… até ontem.

Como em casa de ferreiro o espeto é de pau, a corrida para mim sempre foi daqueles desafios que eu passava a léguas, por achar entre mil e uma desculpas, que “aquilo não é para mim”. Na verdade, até ter tomado a decisão de levar a cabo este desafio, eu estava sempre pronta a reclamar das horas e programas de treino em que o meu marido abdicava de estar com a família e amigos, ou da paciência de Jó que eu tenho que ter, quando vamos a um centro comercial e ele vai dar as voltinhas intermináveis em todas as lojas de desporto…

Ter sido mãe depois dos 40 anos foi também uma boa desculpa para deixar de lado todas as tentativas de começar a correr que me passassem pela cabeça, atrás desta desculpa, a rotina de trabalho, a bebé, a casa, e olhar para o meu marido a correr desanimava-me (e eu juro que tentei!)

Desanimava-me porque eu pensava para comigo assim: Alguma vez vou andar a correr por aí com roupas de cores aberrantes? Alguma vez vou pagar duzentos euros nuns ténis? (ai sapatilha! Sapatilhas, pois quem corre não usa ténis!) e alguma vez vou correr desalmadamente numa maratona como ele? Definitivamente, a corrida não é para mim! Nem pensar, concluí eu…

Eu que sempre fui uma mulher atenta, pessoa da Comunicação e do Marketing, que por defeito de profissão, estava sempre em busca de todas as tendências e sempre “em cima do acontecimento”, dei por mim a perceber que algo diferente estava a acontecer a minha volta e que me estava a passar ao lado, havia um movimento que já tinha deixado de ser moda, pois as modas são como as febres, dão e passam.

Ao acompanhar o meu marido, nas viagens internacionais para as maratonas, comecei a ficar inspirada mas sem dar o braço a torcer. Comecei a perceber que corrida não é moda, não é postar selfies ou treinos nas redes sociais, que não é um exercício de vaidade ou um escape para o stress. O ambiente das maratonas faz-nos ver toda uma big picture sobre a corrida. Percebi então que corrida é muito mais do que isto. É uma forma de estar e um estilo de vida.

Ao agarrar o novo projecto de comunicação do site aminhacorrida.com (sim, há novidades a caminho), pensei ser um contrassenso fazer parte desta equipa e não acompanhar os meus colegas nas provas, e que teria que fazer mais sentido literalmente “vestir a camisola” da equipa.

Assim sendo, eu aceitei este primeiro desafio que começou hoje e que acaba dia 31 de Dezembro na corrida de São Silvestre de Lisboa a completar os 10 km (medo).

O Ricardo Santos, director do Fitness Hut da Alexandre Herculano em Lisboa deu-me todos os alinhamentos para quem quer começar a correr do zero e fazer uma primeira prova, assim como explicou-me como é importante prevenir lesões, entorses e até mesmo a desistência da corrida, quando estamos a fazer as coisas de forma errada ou sem preparo e acabamos por não obter os resultados pretendidos.

Antes do primeiro dia no ginásio, fiz o download da App My Hut enquanto sócia do clube da Alexandre Herculano para fazer a marcação de aulas, saber notícias do clube e de outros clubes, entre outras funcionalidades.

Depois, já na presença do Ricardo Santos no ginásio, ele ajudou-me a fazer o download da App Hut Training onde ficamos a saber o nosso programa de treino depois de fazermos a avaliação física e obtermos uma análise corporal sobre o nosso estado físico actual.

Somos pesados numa balança ligada ao terminal por Bluetooth que envia os dados corporais para o computador. Recebemos imediatamente esta análise por e-mail e ficamos a saber dados importantes para o “antes e depois” como o índice de massa corporal, a idade metabólica, a massa muscular, o nosso metabolismo basal, entre outros dados importantes e explicados de forma elucidativa.

Depois deste processo o Ricardo levou-me a uma passadeira para testar a minha capacidade de resistência num teste de componente aeróbico. Logo aí fiquei a saber que deveria evitar o leite pela manhã pelos piores motivos. Portanto, a alimentação vai ser uma componente importante a mudar em todo este processo.

Foi duro, posso dizer que os anos de sedentarismo e o estilo de vida que eu levava emergiram com toda a sua força na passadeira, ao fim de 1,6 km já estava a dizer que não aguentava mais. O Ricardo tomou nota no tablet dos meus batimentos cardíacos e de outros dados importantes para passar para a aplicação e manteve-me todo o tempo motivada para terminar.

Ficou claro que é mesmo muito importante, antes de começar a frequentar o ginásio, realizar a avaliação física com o personal trainer. Apenas assim ficamos a saber o estado actual em que estamos e adequar planos de treino consoante os nossos objectivos.

No Fitness Hut, fora a mensalidade, a avaliação tem um custo de 15€ e posso acrescentar que além da eficácia na análise, o mais importante de tudo é sentir motivação. De facto, a motivação que o Ricardo passou-me foi essencial para sair do meu primeiro dia de ginásio contente e motivada, esta ajuda é muito importante, pois acreditem, vai ser preciso uma grande força mental para não desistir. A corrida não será certamente algo que requeira apenas força física, mas principalmente uma grande força mental, para mantermo-nos motivados e atingirmos os nossos objectivos.

No próximo post o Ricardo vai mostrar-me o circuito de máquinas ideal para o meu objectivo inicial e eu também vou mostrar-vos um breve relato do primeiro dia em que arrisquei calçar as sapatilhas e correr, já com alguma orientação técnica.
Espero que esta minha partilha sirva de incentivo e motivação para quem está a começar e para quem ainda não começou. Só superamos nossos limites quando aceitamos desafios que parecem maiores que nossas capacidades. Até para a semana!

andrea.lavareda