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O que é a dor?

Para já, essa sensação desagradável, o grau desse «estado de alerta», varia de homem para homem, o que torna bastante diversificadas as esferas envolvidas ao nível psicossomático.

Dai. todo um mundo a «desvendarmos». Para nós, praticantes da corrida, a questão particular relacionada com «a dor de fígado»,mais vulgarmente chamada «dor de burro»,aparece-nos, mais cedo ou mais tarde, nessa maravilhosa experiência pessoal que é correr regularmente.

Ainda estamos todos bem lembrados de ver, no nosso pequeno écran televisivo, a imagem distante de Fernando Mamede, em Praga, no verão passado, deixando-se afastar do pelotão que «levava as medalhas». Longe de si próprio, à mercê de incómoda dor abdominal, vulgarmente conhecida por «dor de burro», Mamede teria um dia negro. Cedo choveram os diagnósticos; mau aquecimento, falta de espírito de combatividade, nervos a mais resultantes de uma tensão das grandes competições, etc.

O que talvez tenha acontecido ao nosso atleta já todos os praticantes da corrida o sentiram bem no lado direito. Porque as causas são múltiplas, embora o sintoma cardinal (a dor) seja o denominador comum, prejudicando fortemente o «tempo» do atleta ou, muito simplesmente, atrasando um pouco o treino, vamos dar algumas explicações resumidas sobre a eventual dor e, na medida dó possível, como evita-la.

Estatisticamente falando, estou certo que a etiologia mais frequente da nossa dorzinha incómoda é, sem sombra de dúvida, uma má digestão;  má digestão essa que não é sóretlexo de um intervalo demasiado curto entre a refeição e o esforço físico, mas também do que se come.

Assim, apontamos, como exemplo, que uma alimentação excessivamente rica em glúcidos (os vulgares açucares e farináceos) provoca uma hiper-fermentação no tubo digestivo com a consequente libertação de gazes que, como é natural ao libertarem-se, vão distender as.paredes intestinais, provocando uma certa estimulação nervosa que é bastante dolorosa.

De qualquer modo, outros fatores  entram em jogo em relação ao problema digestivo; como dissemos atrás, há que pensar na alimentação e no esforço que se vai dispender, pais existe grande diferença entre um simples treina de Endurance, e uma competição em que, desde a princípio, se vai dar quase a máxima.

Mas, na que se refere à alimentação. da atleta, não nas alangaremas mais pais é um tema pormenorizadamente a cada noutras páginas, E clara que quem fala de doença pensa em remédio e, amiga/o atleta, da que acima tocamos. a melhor solução será fazer, ao mesma tempo, de paciente e médica.

Só o próprio, em última instância, se deve aperceber do funcionamento do seu mecanismo. digestivo e que intervalo. seguro deve dar entre a refeição. e a esforço a despender quer seja prova ou treina, não. esquecendo, naturalmente, que há alimentas mais facilmente digeridas da que outros:

Dando-vos um exemplo pessoal, direi que deixo sempre um espaço mínimo de cinco horas entre uma refeição principal e a prova. Mas, se se trata de um simples treino, reduzo substancialmente o espaço de espera para duas horas e meia como limite inferior.

Talvez uma segunda causa que costuma ser responsável por «essa dor» é a questão. relacionada com a aquecimento. O que é a aquecimento. cama se deve aquecer?. Repartar-nas-emas ao essencial, pais não. queremos deixar de referir a mecanismo. que se invoca para dar explicação. neste casa: como sabem, quando um indivíduo começa a fazer exercício. Põe em actividade, ou acelera essa mesma actividade, ao nível das músculos solicitados para desenvolverem o esforço exacto.

Como corolário desta nova fase, vai haver uma chamada suplementar de sangue à região que trabalha «a todo o vapor». Para assegurar esta nova necessidade sanguínea, entram «também» em funcionamento órgãos que têm, entre outras funções, a de serem reservatórios de sangue, como o baço e, a nível inferior, o fígado.

Ora acontece que, devida a um esforço que se está pondo em cursa com excessiva rapidez, a órgão cantrai-se bruscamente, provocando uma sensação. dolorosa. Na entanto, o inverso também pode ser verdadeiro e neste caso, muita particularmente em relação ao fígado se acontece que a coração não consegue bombear a sangue necessária para o esforço exigido, vais haver uma acumulação sanguínea nesse mesma órgão, isto é, origina-se uma certa «marcha atrás», a que abre o fígado a receber todo esta anda sanguínea, estendendo-se e provocando a dar.

Pessoalmente, creia que esta situação muita dificilmente se deve levar em. conta se estivermos  evidentemente, a considerar a atleta saudável; ela corresponde a uma falência cardíaca que raramente se encantra em grupas etários jovens, a grande camada desportiva, par enquanto!

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Para uma última análise deixamos, propositadamente, a «causa que não tem causa» (pelo menos, aparentemente) mas que é responsável por grande número de fracassos desportivos quando se considera a média e a alta competição.

Sob o ponto de vista clínica, aparece como uma resposta (também) visceral a um «stress» de afligem nervosa  que a atleta, principalmente par motivos psicológicas em jogo, está submetida. Se facilmente as outras causas, em resumo abordadas, e uma vez detectadas, têm quase sempre uma rápida solução, neste última diagnóstico o problema é, bem mais complexo e moroso de «cura», pois chega a ser bastante difícil a tentativa de descontracção, e abstracção da binónirno competição/vitória, tenda em vista o atleta/campeão que «não pode falhar».

Neste caso guardamos a opinião de que a solução é intrínseca ao próprio atleta e é ele sozinho que terá de vencer este difícil obstáculo. Como?

A resposta não é fácil. e também não é universal; cada um, por experiência própria, terá de descobrir a maneira de desfazer, «esta pequena dor» que aparece, por vezes, quando menos se espera.

Certas especialistas apostam num esquema que conduz a um relax total, com início, dias antes da prova, procurando a atleta reduzirá sua ínfima importância a real significado, da Hora H que, como facilmente se compreende, em breve transborda para lá da distância aritmética da competição e se transforma num «tigre  de papel» em que a responsabilidade. qual bola de-neve aumenta de minuto a minuto.

Outras técnicas são mais sofisticados recorrendo ao vaga como forma-de descontração, método bastante mais complexo e dificilmente acessível a todos as atletas europeus.

Uma vez-a dar instalada pode recorrer-se a um tipo de «exercícios físicas» ditas respiratórias em que se procura aumentar as períodos inspiratório e expiatórias. Outra processo talvez menos ortodoxo, consiste numa certa «mentalização» de que a dar vai passar e que tudo não. passa de um percalço. passageiro!!!

Claro que também ‘há os métodos farmacológicos em que se utilizam combinações de anti-espasmódicos-sedativos ou, simplesmente, os primeiros.

Mas não podemos descurar as naturais efeitos secundárias das mesmas, tais cama uma certa secura na boca e talvez um grau de sonolência, constituída à partida, de certa maneira, um grande «handicap» para a performance desportiva. A resposta correta. segunda a nossa experiência, está nas primeiras opões que apresentam as, já que – e voltamos a repetir – deverá ser sempre a atleta – e só ele.·- a encantrar as soluções que, normalmente, nem sequer estão. na «programa».

E certa que não.é fácil, mas cremas que vale a pena tentar. Vistas as causas mais frequentes desta «pequena dor», esperamos que na próxima competição ou treina e se par acaso. forem surpreendidos de maneira desagradável, par tão incómoda companheira tirem algum proveito do que atrás foi exposto.

Já tínhamos publicado sobre o  tema. Já aconteceu a qualquer atleta… deixamos um belo artigo do Drº Renato Graça.

Os temas:

Dor de Burro 

Dor de Burro 1

Texto Drº Renato Graça