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corrida é um dos desportos que mais ‘vicia’. Até mesmo as pessoas que começam a ‘correr por correr’ acabam por se tornar mais competitivas consigo mesmas, procurando sempre ir mais longe e, de preferência, mais depressa.

E é na velocidade que está uma boa parte das desilusões associadas ao running, uma vez alguns dos corredores sentem-se frustrados por não conseguirem ser mais rápidos do que foram na última prova. A culpa não é do calçado, nem tão pouco do percurso… a culpa é, claro, do corredor e dos hábitos que alia à corrida.

Na prática, lê-se no site da revista Shape, um dos principais motivos pelos quais os runners não conseguem ser mais rápidos é a tendência para não parar ou abrandar. Quando um atleta tenta manter sempre uma velocidade elevada em todos os treinos, não dando descanso ou tempo de recuperação ao corpo, o mais provável é que não consiga melhorar o ritmo e com isso chegar mais rápido à meta.

Mas não é apenas a vontade de ser sempre rápido que faz com que, na verdade, o corredor se torne mais lento. Correr demasiados quilómetros também interfere com a capacidade de acelerar o ritmo, especialmente quando os treinos são maioritariamente longos e com poucos dias de intervalo.

Os maus alongamentos podem também comprometer a capacidade de ser mais rápido, assim como o hábito de desvalorizar (às vezes por completo) a importância de treinar os movimentos e, sobretudo, os músculos, que devem ser reforçados com treino de força para que a corrida não se torne um pesadelo para os ossos e articulações. Além disso, apenas quando se treina a força e a flexibilidade é que se é capaz de ir mais além, seja em velocidade ou distância.

E como já dissemos acima, não há maior culpado pela incapacidade de ser mais rápido do que o próprio corredor. Quando não se é consciente e honesto consigo mesmo, o mais provável é que ande a correr ao engano, ou seja, que nunca consiga ser mais rápido e melhor.

Todas as pessoas conseguem ser sempre melhores e mais eficazes no treino seguinte, porém, tal apenas é possível quando se tem a plena consciência das próprias capacidades ou se tem um propósito que é possível concretizar.