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Pablo Dapena González de 31 anos, residente em Pontevedra, regressa ao Challenge Lisboa para tentar revalidar o título de vencedor do triatlo longo. Aminhacorrida.com falou com ele, de forma a saber quais as suas expectativas para a prova, aproveitando para lhe pedir para partilhar também algumas recomendações para quem vai à prova a primeira vez.

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Há quantos anos pratica triatlo, e há quanto tempo o faz de forma profissional?

Comecei a praticar triatlo no verão de 2010, passado a fazê-lo de forma profissional desde há 3 anos, 2016.

O que o levou a tornar-se profissional de triatlo e quais os seus objetivos?

Em 2012 terminei a Licenciatura em Ciência de Atividade Física e Desporto. Queria fazer carreira sendo treinador mas, os meus resultados foram-se tornando cada vez melhores. Ganhei o Campeonato Galeco, fiquei em 2º lugar no Campeonato de Espanha e fui convocado para as séries mundiais de triatlo (África do Sul e Cozumel). Necessitava de mais tempo para treinar, e sinto-me um previlegiado, pois vivo onde treina o maior triatleta de todos os tempos, Javier Gomez Noya. Assim, tornar-me profissional não foi uma decisão difícil.

O que o traz ao Challenge Lisboa em 2019 e em que prova vai participar?

Vou participar na prova longa, tal como no ano passado. Lisboa é uma grande cidade, com capacidade de organizar grandes eventos. Para além disso, é perto da Galiza e assim creio que é uma boa desculpa para sair de casa (sem brincadeira). Fiquei muito contente com toda a infraestrutura montada em 2019, os percursos e com todo o apoio do público que apoiava os atletas, do primeiro ao último.

Que expectativas tem e o que espera encontrar no Challenge Lisboa 2019?

Será como sempre uma prova complicada, com um grande nível competitivo, e espero chegar descansado, já que duas semanas antes tenho o Mundial de Longa Distância da ITU na minha cidade, vamos ver como recupero. No entanto, irei com o intuito de estar em Lisboa a defender a minha vitória do ano passado.

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Fale-nos um pouco da sua rotina de treino diária e semanal.

Depende da semana e da época do ano. Habitualmente nado entre 5 e 6 vezes por semana, pedalo 5 vezes por semana e corro 6 dias. A isto, temos de juntar dois dias de trabalho de ginásio, claro.

Pode partilhar conosco um ritual pré-prova, aquele momento ou tarefa que o faz focar e entrar no modo de competição?

Não tenho nenhum ritual em especial mas, utilizo sempre um elástico para aquecer os ombros e braços antes de cada competição. Vejo como está a água, nado um pouco e faço uns sprints curtos para despertar (as saídas dos triatlos de média e longa distância são sempre suaves) e depois vou para a linha de partida esperar o início da prova.

Conte-nos também como costuma celebrar depois da prova, independentemente do resultado. Faz uma dança da vitória? Vai jantar com amigos ou com a família?

Não sou muito de celebrar. A minha rotina habitual é chegar ao hotel, falar com a minha família, depois com o treinador, falando acerca da prova, e continuar com o meu trabalho, planificando as próximas sessões.

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Por fim, que conselho pode dar a quem vai fazer um triatlo pela primeira vez?

O primeiro conselho é desfrutar da experiência, e não procurar fazer determinado tempo ou fazer a prova sob pressão. O resultado final tem de ser chegar à meta a desfrutar, independentemente do tempo realizado. Nas próximas vezes, aí sim, o objetivo deverá ser a superação mas na primeira a palavra chave é desfrutar.