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“Ergometria/teste de esforço: é um teste realizado para saber a capacidade de trabalho/esforço físico. Serve também para mensurar o desempenho físico de algumas variáveis (força, potência, velocidade) e avaliar o efeito do treino sobre o individuo e em alguns casos, detetar doenças cardíacas ou respiratórias em pessoas, que não são possíveis de se verificar quando em repouso.

Mede-se o consumo máximo de oxigénio absorvido por uma pessoa e como é gasto no transporte efetuado pelo corpo por unidade de tempo. O equipamento utilizado é um eletrocardiógrafo então, efetua-se a medição em pista por um telémetro (para avaliar o ECG de esforço), uma bicicleta ou banda são os equipamentos mais comuns, além de um medidor de fluxo de pico para verificar a ventilação. Uma técnica simples, onde é indicado ao individuo para realizar um pequeno aquecimento (geralmente parte do protocolo), com uma bicicleta (que utiliza 85% da massa muscular), esteira (tapete rolante) ou um remoergómetro em caso mais específico (massa muscular que utiliza 95% do total) ou ainda, piscinas com corrente contínua.

Esta avaliação irá ainda depender da modalidade de desporto em causa. Se é um corredor de fundo (maratona) é recomendável um teste com banda, se é um ciclista, com bicicleta. Não significa que a informação resultante do ritmo cardiovascular seja inútil em qualquer dos casos, mas considera-se muito mais importante fazer uma avaliação pessoal, onde seja contemplado os grupos de músculos que trabalham em cada desporto praticado (pois, são aqueles que deverão ser adaptados fisiologicamente para o treino e aproveitamento do consumo de oxigénio). Há também o brazoergometro usado em indivíduos com paraplegia (onde o limite será de 70% do pico de VO2 em comparação com a medida anterior).

O teste Bar ou Wingate é um protocolo usado para avaliar a capacidade anaeróbica (um ensaio contínuo de intensidade máxima). Para avaliar a capacidade aeróbica, utiliza-se um teste por etapas: para cada 3 minutos, um minuto de recuperação. Utiliza-se o período de 3 minutos por cada carga, porque esse é o tempo em que se alcança um estado estável (conformável) com a carga aplicada.

Aumenta-se a carga gradualmente a cada 3 minutos, utilizando-se de um protocolo específico (por exemplo, o Kinderman) o qual se vai a registar em cada serie de 3 minutos de carga os parâmetros desejados: pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, VO2 (em litros/minuto ou ml/kg de peso/min), VCO2, lactato no sangue capilar, Quociente respiratório, METS, etc., sendo possível ainda avaliar outros coeficientes.

Existem outros protocolos (Kolman, Menirovich), contudo, os mais utilizados são o Bruce (onde a carga aumenta a cada 3 minutos) e Kinderman (aumenta a carga a cada 3 minutos e permite efetuar avaliações durante 1 minuto entre cargas), ou seja, o protocolo Bruce é um método contínuo e o Kinderman descontínuo. O protocolo Kinderman possibilita melhor dispersão do lactato.

Fonte: Fisiologista de exercício II – Drª Patricia Silvana Minuchin”