Existem superstições nas corridas?

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No mundo desportivo, há inúmeros atletas que possuem superstições e rotinas que utilizam ao treinar, e durante as suas competições, com a ideia de obter os resultados desejados, e sim, superstições também se aplicam às corridas.

Os números da sorte nas corridas

Os números são as superstições mais comuns entre os corredores, e isso se reflete de maneiras diferentes. Uma das mais simples, é que alguns corredores escrevem o tempo que definem como objetivo para terminar a corrida como um marcador permanente, na mão ou no antebraço, para que toda vez que virem o relógio Garmin ou TomTom para controlar o ritmo se lembrem também do objetivo que eles estão a procurar alcançar. Isso também funciona como um impulso psicológico para os atletas. Por outro lado, e devido ao fato de que regularmente, os organizadores das corridas não permitem que os corredores escolham os seus números, a coisa mais usual é que os participantes troquem os números atribuídos a eles. Isso se deve ao fato de que muitas pessoas querem correr com os seus números da sorte, por exemplo, mudando de um número que termina em 13 para outro que termine em 7.

Com relação, a Betway Casino investigou qual é o número que a maioria das pessoas acredita ser o mais sortudo, e, de fato, o número 7 é o que a maioria dos entrevistados relaciona à boa sorte. Embora existam números dos quais algumas pessoas fogem (como o 13), há outros números que não se podem alcançar, como o número 2. Recentemente, a Nike organizou um evento chamado Breaking2, com os maratonistas mais rápidos do mundo, procurando atingir um recorde e bater a maratona em menos de duas horas. Para isso, eles tiveram a tarefa de treinar os atletas que participaram sob rígidos controles alimentares, médicos e de treino, além de preparar a prova em local fechado e projetar um ténis especial para os atletas. Infelizmente, a marca de duas horas não pode ser batida, mas a empresa norte-americana vai continuar a tentar alcançar essa meta.

IMAGE SOURCE: LK Technologies via Facebook

As meias de sorte e outros amuletos

Alguns dos melhores corredores do mundo atribuem muito do seu sucesso a certos amuletos da sorte, e os mesmos variam do comum ao extravagante. Exemplos disso incluem Bill Rodgers, que foi quatro vezes vencedor da maratona de Boston, incluindo três vezes seguidas entre 1978 e 1980. Antes de participar na maratona de 1979, ele usou um chapéu de lã com a imagem do cão Snoopy durante todos os seus treinos, e ao decidir usá-lo também para a Maratona de Boston, Bill foi o vencedor e quebrou o recorde de maratona dos EUA. Outro exemplo é o de Michael Wardian, o vencedor da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Vancouver em 2010, que tem algumas meias da sorte da marca The North Face, que ele só usa para seus treinos. Em seguida, ata três vezes em seus tênis, e coloca o boné para trás, devido à confiança que isso provoca nele, já que ele usou um capacete durante seu treinamento em Lacrosse na universidade, e isso o faz sentir pronto para a competição. Por seu lado, além de ser pioneira no uso de meias altas para correr, a recordista mundial Paula Radcliffe também teve um dos amuletos mais notórios, já que participou dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 usando um grosso colar de titânio, para repelir a energia ruim durante a corrida.

As superstições mais famosas entre os brasileiros

Os brasileiros também são conhecidos no mundo devido às suas superstições, e o quatro vezes campeão mundial Mario Zagallo considerava o número 13 como o seu número de sorte. De acordo com uma notícia do Extra, “o Velho Lobo”, atribui a muito do seu sucesso a adoração que ele tem pelo número 13, o qual usou ao longo de toda a sua carreira. Já Fagner, o lateral-direito da seleção brasileira e do Corinthians, é um dos mais supersticiosos do futebol atual, porque o jogador só usa o ar condicionado do carro em números pares e faz o mesmo com o volume da televisão. Fora da seleção ele só usa o número 23 em sua camisa como homenagem a David Beckham. Além de jogadores de futebol, Gustavo Kuerten, que foi o tenista número 1 do Brasil por bastante tempo, tinha uma rotina muito especial ao participar de torneios, porque, segundo o UOL: depois de vencer um jogo, ele comia a mesma comida no mesmo restaurante que ele tinha ido antes de sua vitória, até o final do torneio.

IMAGE SOURCE: Pexels.com

Rituais e superstições podem ser eficazes para os atletas, pois funcionam como uma técnica de programação neurolinguística e ajudam aos desportistas a focar a sua atenção no seu objetivo, ativando respostas musculares que lhes permitem melhorar o seu desempenho nos treinos e competições.