Falta de ferro: mito ou realidade?

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Fadiga generalizada, baixo rendimento e perda de apetite são sintomas que podem estar relacionados com a falta de ferro no organismo. O treino intenso é responsável pela eliminação de grandes quantidades de glóbulos vermelhos que contêm ferro nas suas moléculas. Uma alimentação apropriada pode ser remédio para esta carência e resolver um problema que aflige muitos atletas 

 A quantidade  total de ferro que contém o corpo de um desportista pode atingir os 3,45 gramas (homens) e 2,45 (mulheres). Os valores normais da taxa de ferro sanguíneo situam-se entre 12 e 27 microolesllitro. Esta quantidade encontra-se na hemoglobina, cerca de 61 por cento nos homens e 71 por cento nas mulheres. Este pigmento sanguíneo, a hemoglobina, tem como propriedade a fixação de oxigénio, captado através dos pulmões, a partir do ar inspirado. De seguida, a hemoglobina transporta o oxigénio para as células.

Sem uma quantidade razoável de ferro no sangue, não se pode reconstituir este precioso fixador de oxigénio. As reservas duram cerca de 120 dias e, a partir daí, a condição física vai sofrer alterações. O treino intensivo provoca diminuição da hemoglobina no sangue. A transpiração e a urina também eliminam este importante pigmento. O aumento do calor corporal causado pelo esforço, o maior ritmo da circulação e a onda de choque do batimento dos pés no solo, concorrem para uma maciça destruição dos glóbulos vermelhos.

Investigadores referem mesmo casos de atletas que sofreram sangramentos gastro-intestinais depois de corridas de longa distância. Estas perdas de sangue podem danificar a produção de glóbulos vermelhos, sobretudo em mulheres e crianças, afectadas as primeiras durante o ciclo menstrual e gravidez e as segundas no decorrer do crescimento.

Quando se acentuam as carências de ferro, as pessoas contraem rapidamente uma doença chamada anemia com os seguintes sintomas: palidez, fadiga, indiferença, vertigens, palpitações, perda de memória e falta de energia. Quem suspeitar que tem carências de ferro, não deve precipitar-se no diagnóstico. Até que se manifestem todos os sintomas de anemia, é precoce pensar-se que a doença se instalou. Os  comportamentos dos desportistas também são enganadores.

O atleta necessita de apoio médico e de fazer exames para detectar qualquer deficiência. Recorde-se que todas as pessoas dispõem de grandes reservas de ferro, 29 por cento (homens) e 16 por cento (mulheres) do total são armazenados no fígado, baço e medula óssea. A ferritina, proteína que transporta o ferro, permite guardar o stock. Semestralmente, uma análise pode  terminar se a ferritina são de 94 gim! e 34 nglm! nos homens e mulheres, respectivamente.

Os níveis de ferritina sofrem rudes golpes se a alimentação não for rica em ferro, especialmente no caso de mulheres vegetarianas que sigam um regime intenso de treino. Se os atletas não tiverem cuidado, são . acometidos por pessoa necessita deste mineral. Os valores normais da fadiga generalizada, perda de apetite e redução da capacidade para correr ou andar. Após um tratamento de ferro, o nível normal de hemoglobina restabelece-se e a força habitual é recuperada.

Tratamento

Quando se inicia um tratamento para eliminar as carências de ferro, deve ter-se em consideração que existem alimentos ricos em ferro, necessários à recuperação. Por isso é aconselhável a ingestão de ovos, carnes magras, fígado, rim, produtos à base de farinha completa, legumes, nabos, espinafres, nozes, germens de trigo e levedura.A absorção do ferro nos intestinos varia de acordo com as necessidades do organismo e a maneira como são constituídas as refeições.

Por exemplo, o ferro de origem animal (fígado,rins) é mais facilmente absorvido que o vegetal. O processo é mais eficaz se os produtos forem acompanhados por um copo de sumo de laranja, leite ou alimentos ricos em vitamina C. Por outro lado, alguns medicamentos que neutralizam o ácido gástrico podem travar a absorção intestinal do ferro. Um conselho final para os atletas que efectuam estágios de preparação em altitude: A diminuição da pressão arterial estimula o organismo a aumentar o número de glóbulos vermelhos, cuja produção se desenrola durante várias semanas.

Se os atletas tomarem suplementos de ferro durante quatro a seis semanas, incrementam os benefícios recolhidos nos treinos em alta altitude. Uma dose diária de 13 a 18 miligramas, dependendo da morfologia individual, é suficiente para munir o organismo das defesas necessárias.

Fonte: R Atletismo

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