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Isso está dependente de vários factores. Correr em jejum pode não fazer mal, mas também bem não faz. Isso depende de factores como, por exemplo, as horas que passaram desde que tomou a última refeição, a qualidade nutricional da última refeição e a intensidade da sessão de treino.

Não se esqueça de que quando acorda de manhã, o corpo esteve várias horas sem ser alimentado. Se entrar em estado de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) pode inclusive desmaiar.

A nível da performance, um estudo realizado com atletas muçulmanos durante a época do Ramadão, que correram 60 minutos no tapete, mostrou que o desempenho nas actividades aeróbicas são afectadas negativamente pelo jejum, ainda que este impacto seja pequeno . Isto deve-se essencialmente à desidratação que estes atletas sofrem, uma vez que o jejum envolve também uma restrição de líquidos.

Já quando estamos a falar de exercícios anaeróbicos como a musculação, que é o que lhe interessa em particular, outro estudo feito com judocas muçulmanos na altura do Ramadão concluiu que treinar em jejum não afecta negativamente este tipo de exercícios. Em todos os exercícios desempenhados no estudo (sprint de 30m e diferentes tipos de salto), apenas uma variante dos exercícios dos saltos foi ligeiramente afectada .

Se a sua preocupação é não ir para o ginásio de barriga cheia, experimente diferentes tipos de alimentos e descubra aqueles que, não o deixando de barriga pesada, o deixam saciado. Consuma alimentos de fácil digestibilidade, como uma taça de cereais integrais ou duas torradas com uma colher de manteiga de amendoim.

Também pode optar por consumir um batido de proteína, uma cápsula de ómega 3 e uma banana. Outra boa opção a nível de suplementos é consumir uma barra de proteína. Há barras bastante completas – com proteínas, hidratos de carbono, vitaminas e minerais – como é o caso da Animal Snak da Universal.

O corpo não quer saber se o “combustível” vem em forma de alimentos ou de suplementos. O que interessa é dar-lhe os nutrientes que lhe permitam aguentar a tensão a que vai estar sujeito durante o treino, de modo a não entrar em estado catabólico.

Fonte: Prozis