Lesão do ligamento cruzado posterior..

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As lesões do ligamento cruzado posterior são geralmente causadas por uma pancada na parte frontal do joelho ou pelo pousar mal a perna durante um jogo vigoroso. Este ligamento localiza-se na parte posterior do joelho e impede a tíbia de se deslocar para trás em excesso.

A lesão do ligamento cruzado posterior requer um trauma violento, como uma pancada do joelho contra o painel do carro num acidente de viação ou a queda de um futebolista sobre o joelho dobrado.

De facto, este ligamento é mais forte do que o ligamento cruzado anterior, sendo mais difícil de lesionar. Quando ocorre lesão, ela tende a ser mais subtil e mais difícil de avaliar do que as lesões de outros ligamentos. Do mesmo modo que a lesão do ligamento cruzado anterior, as lesões do ligamento cruzado posterior associam-se a lesões de outros ligamentos, cartilagens e ossos.

Também aqui as lesões podem ser classificadas em função da sua gravidade:

Grau 1: lesão ligeira em que o ligamento está ligeiramente distendido mas ainda é capaz de manter a articulação do joelho estável.
Grau 2: aqui a distensão é maior e o tendão fica lasso, podendo ocorrer uma rotura parcial.
Grau 3: corresponde a uma rotura total do ligamento com instabilidade da articulação do joelho.

Ao contrário do ligamento cruzado anterior, aqui as roturas parciais são as mais comuns, com o potencial de uma regeneração espontânea.

Os pacientes com este tipo de lesão são geralmente capazes de retomar a actividade desportiva sem problemas de estabilidade no joelho.

Estas lesões manifestam-se sob a forma de dor e inchaço que ocorrem rapidamente após o trauma. O inchaço aumenta a rigidez do joelho e pode causar dificuldade na marcha. O joelho fica instável, parecendo “ceder” durante a marcha.

O diagnóstico passa pelo exame médico, pela radiografia e pela ressonância magnética.

Como se referiu, este tipo de lesão pode recuperar sem cirurgia, recorrendo-se ao repouso, uso de gelo, compressão e elevação.

O uso de canadianas confere uma protecção adicional, reduzindo o peso suportado pela perna.

A fisioterapia permite a recuperação da função do joelho e a força dos músculos da perna.

A cirurgia será necessária quando existe lesão de diversas estruturas e passa pela reconstrução do ligamento mediante o recurso a um enxerto, sendo utilizada a técnica da artroscopia, já referida.

O processo de recuperação após a cirurgia é lento, ao longo de diversos meses, implicando fisioterapia que deve ser iniciada 1 a 4 semanas após a cirurgia.

Fonte: http://www.desportocuf.pt/