No Inverno… muda-se o equipamento…

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A maioria dos corredores considera o Outono e o Inverno como sendo as melhores estações para se correr. O frio e o nevoeiro, antes de serem obstáculos a impor dificuldades, transformam-se em polos de atracção para o exercício prolongado e repousante. Claro que os atletas explosivos, como os saltadores e os velocistas, são grandemente afectados com o tempo frio. Contudo, os corredores e em particular os fundistas só têm a beneficiar com estas mudanças atmosféricas, embora seja precisamente nestas estações que se verifica ciclicamente uma baixa de rendimento dos atletas por descuidos no equipamento, o que motiva, muitas vezes, o aparecimento das arreliadoras constipações.

Que cuidados devem ter, então, os atletas com o seu equipamento de Inverno? Poucos, mas importantes !E talvez por serem poucos nem sempre são devidamente considerados. Ao  analizarmos as diferentes situações aparecem-nos as seguintes variantes:

FRIO: Se com tempo quente, uma simples camisola e uns calções bastam perfeitamente, quando a temperatura baixa impõe-se o Uso de um fato de treino quente e que não dificulte os movimentos de corrida. Hoje encntramos no mercado, equipamento proprio para a chuva e frio, mas o melhor para os corredores é, sem dúvida, o tipo de calças apertadas que permite ter as pernas absolutamente livres.

Um pormenor importante no equipamento são as luvas e o gorro de lã, que invariávelmente são negligenciados pelos corredores mas cuja utilidade é bem maior do que parece. Segundo os estudos do fisiologista Astrand, verifica- se que as mãos, apesar de apenas representarem 5 % da superffcie do nosso corpo, originam um arrefecimento da temperatura corporal na ordem de mais de 20 %, o que é bem  marcante.

Por último, desaconselhamos vivamente os tecidos Isolamento térmico com temperaturas baixas pois, com o correr, ainda tornam o arrefecimento maior.

CHUVA: Como é bom correr com chuva ligeira … Como é desagradável treinar com grande chuvada …
Nestas duas situações estamos em crer que o melhor será aliar um mínimo de roupa com um anorak de plástico. Esta última peça do equipamento aparece, assim, como indispensável, mas tem um inconveniente, já que não deixa transpirar livremente o corpo, originando uma grande concentração de suor e o consequente e perigoso arrefecimento brusco, uma vez terminado o treino.

Com chuva, uns calções, uma camisola forte e um anorak ligeiro (calças e blusão) ; as luvas e o gorro só se estiver frio pois em pouco tempo ficam molhadas. Uma chamada de atenção para os sapatos de treino que devem ter um piso estriado, de molde a não permitir escorregar na lama e no asfalto mas que possibilitem também uma boa flexibilidade de sola.

VENTO: Talvez o maior responsável pelos dias desagradáveis, nomeadamente quando se sai de um escritório e se se dispõe a ir correr um bom par de quilómetros. Está provado que o vento origina uma queda brusca na
temperatura ambiente e daí o recomendar-se, mais uma vez, a utilização do anorak como o equipamento ideal em tais circunstâncias. Note- se que neste caso as calças são de todo desnecessárias já que em poucos minutos estão quentes.
Com dias de grande vento fuja dos terrenos desabrigados e procure correr, antes, em zonas de grande vegetação pois os seus efeitos serão bem menores.

Por último queremos alertar os atletas que normalmente treinam ao fim do dia para um pormenor importante: Como a noite aparece mais cedo, obriga a que o treino seja efectuado, em grande parte, sem luz. Procure utilizar equipamentos claros para ser mais fácilmente referenciado e se for para a estrada utilize mesmo bandas luminosas. Enfim, aí está o Inverno e antes de fugir dos treinos procure uma solução para cada caso
até porque, lá bem no íntimo, quem não gosta de correr com tempo frio?