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Diariamente, e em quase todas as áreas, conseguimos encontrar casos de pessoas que sobressaem a nível profissional devido à-dedicação, preserverança e motivação ao trabalho que desempenham. E, muitas vezes, são estas pessoas que, num contexto empresarial, acabam por superar os colegas que possuem uma capacidade intelectual mais elevada. Em termos desportivos, não é difícil encontrarmos casos de atletas que conseguem manter níveis elevados de dedicação e esforço durante vários anos.

É esta motivação diária que os diferencia dos atletas de estação, aqueles que após um período de dedicação ao desporto acabam por cair na inércia, deixando gradualmente de treinar.

Vários estudos colocam a hipótese de as pessoas mais esforçadas e motivadas não serem necessariamente as que possuem maior coeficiente intelectual ou maior predisposição para ser bem-sucedido numa determinada área desportiva. Então estamos perante que dilema?

A resposta a este conflito reside na força de vontade própria e na motivação interna inerente a esta mesma força de vontade. Enrique Rojas explica que “para se ser capaz de superar as dificuldades e os cansaços próprios da vida, é preciso ver cada meta como algo de grande e positivo que podemos e devemos conseguir. Para isso, nas pessoas motivadas há sempre alguma coisa que lhes permite obter satisfação onde os outros não a encontram, ou alguma coisa que lhes permite adiar essa satisfação (a maioria das vezes a motivação implica um adiamento, pois supõe sacrificar-se agora com o objectivo de conseguir mais tarde algo que consideramos mais valioso)”.

A diferença é que as pessoas motivadas possuem uma carga sentimental positiva associada à realização dessa tarefa que vai reforçar positivamente a persistência na execução dessa actividade, mesmo perante as diversas adversidades que podem ocorrer.

O grande problema inerente à carga sentimental relaciona-se com a impossibilidade de gerarmos sentimentos. É praticamente impossível para o ser humano produzir sentimentos de forma livre e espontânea (pelo menos no que diz respeito ao ser humano sem nenhuma patologia associada). Não temos um poder directo sobre os sentimentos, como acontece com a acção que exercemos no nosso corpo (movimentar as mãos, as pernas). “Podemos influenciar a alegria ou a tristeza, mas apenas de maneira indirecta, preparando-lhes o terreno do nosso interior, estimulando ou repelindo as respostas afectivas que vão surgindo espontaneamente no nosso coração”, é-nos possível apenas fazer um trabalho prévio de preparação para determinadas situações prevendo os sentimentos que possam surgir. Este trabalho prévio deverá preparar o sujeito tanto para a perda como para a vitória.

A nossa energia interior não é constante, depende sempre daquilo que pensamos de nós próprios naquele específico momento. Se eu acho que sou incapaz de escalar uma parede, vai ser muito difícil que algum dia o chegue verdadeiramente a fazer. A auto imagem tem um efeito decisivo na própria energia interior. Não podemos esquecer que “a imagem que alguém tem de si mesmo é uma componente real da sua personalidade e regula o acesso à sua energia interior”. O optimismo pode ser uma ferramenta para impedir o atleta de cair na apatia e na tristeza perante as provas que correm menos bem.

Como afirma Martin Seligman “o optimismo influencia a forma como as pessoas se explicam a si mesmas os seus êxitos e os seus fracassos”. Os optimistas tendem a considerar que os fracassos se devem a algo externo e, como tal, pode ser alterado, deixando de exercer influência negativa numa próxima situação. Os pessimistas atribuem os seus fracassos a obstáculos que  consideram incapazes de os superar. O optimismo é um instrumento de trabalho muito importante na vida de todos nós a educação (ou reeducação) o optimismo é imprescindível porque educação também passa por acreditar na capacidade de o Homem se melhorar a si próprio e aos que o  rodeiam.

Acontece em certas fases da vida, ficamos cansados da nossa rotina.  Por vezes adrenalina preenche espaços vazios.


“Merecem louvor os homens que em si mesmos encontram o impulso, e subiram nos seus próprios ombros” (Séneca).