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A doutrina do treino tem um princípio importante denominado de “alta concordância máxima”. Isto significa que a sua forma de movimento deveria parecer-se com a da competição o máximo possível. Por isso, incluir o ciclismo no seu programa de treinos não tem problema, mas quanto mais próximo estiver da data da sua próxima prova de corrida, menos tempo deveria perder na bicicleta.

As provas de treino longas não podem ser substituídas por um percurso de bicicleta. A carga de trabalho que recai sobre o coração e o sistema circulatório pode ser imitado na bicicleta, mas quando corre utiliza os músculos de um modo específico. No ciclismo utiliza grupos musculares semelhantes, mas não iguais aos de corrida.

É algo problemático comparar a intensidade do ciclismo à do running, pois intervêm diferentes parâmetros físicos e de rendimento. Poderia estabelecer-se uma comparação a partir do consumo de energia, que é de cerca de 10 calorias por quilo de peso corporal e por quilómetro percorrido enquanto corre, enquanto que no ciclismo é de 0,05 calorias a uma cadência de 4 km/hora e até 10 vezes mais a 45 km/hora. A um ritmo médio de 20 km/hora em bicicleta, terá de pedalar quatro vezes mais quilómetros para gastar a mesma quantidade de energia que gastaria a correr.