- Publicidade -

Correr é das poucas modalidades desportivas que reúne condições ideais se deseja começar a mudar algo na sua vida. É bastante económico, pode-se praticar (quase) em qualquer lugar, não requer uma grande aprendizagem nem grandes preparativos e é um dos melhores modos para queimar mais calorias em menos tempo. Assim como existem grandes diferenças entre os que correm e os que não correm, também existe distinção entre correr na estrada – ou pelo trânsito – e fazê-lo em parques verdes ou na montanha.

Falando de boas sensações, obviamente que um dos seus objetivos prioritários é exercitar-se num contexto privilegiado e diferente: árvores, vegetação, animais, melhor qualidade do ar e ausência de contaminação acústica, compõem um cenário inigualável para fluir consigo mesmo e conseguir o seu objetivo, sentir-se realizado, conhecer-se melhor e, como resultado final, ser mais feliz. Se além de tudo isto tiver em conta que para correr pela montanha é necessário – em muitos casos – colocar em marcha algumas destrezas técnicas forçosamente impostas pelo desenho do terreno e superfície que pisa, está perante uma modalidade desportiva divertida e sem monotonia. E correr em trail não é fácil, encosta acima, encosta abaixo, entre pedras de diferentes tamanhos e texturas, umas que se mexem, outras que resvalam. Para andar mais depressa num terreno tão imprevisível, terá de colocar um pé à frente do outro de forma determinada e com passada curta. É aqui que entra em cena a sua cabeça, pois além de pensar terá que colocar em marcha os reflexos e propriocetividade. Divertida, imprevisível, revitalizadora e saudável são apenas algumas caraterísticas deste tipo de corrida feita num contexto privilegiado e também são excelentes razões para experimentar o trail running.

Mas há mais:

  1. A menor exigência articular, muscular e tendinosa desta modalidade é uma realidade se a comparar com uma corrida continuada em estrada. Normalmente, as velocidades utilizadas na montanha estão longe das praticadas no asfalto. Além disso, certamente que já reparou que a superfície do trail é mais suave ou mole que o alcatrão e aperceber-se-á que tanto o ritmo da sua passada como a amplitude da mesma são bastantes diferentes ao longo do percurso em trail. Neste nível, tudo é uma vantagem.
  2. Para ser um finisher numa corrida em trail não terá de estar tão em forma como numa corrida em estrada. É verdade que são coisas distintas e difíceis de comparar, mas os tempos máximos para terminar uma meia maratona de montanha costumam ser infinitamente mais generosos que os 21 km em estrada, por exemplo.
  3. Cada vez mais, os corredores-atletas puros com anos de treinos stressantes e exigentes contra o cronómetro decidem que não vale a pena sacrificarem-se tanto para ganhar uns minutos ou segundos nos seus melhores tempos. A corrida em estrada tem uma componente de desafio perante o tempo que o trail poucas vezes tem. No trail, o desafio apresenta-se contra outros elementos e não tanto contra o relógio. Poderíamos dizer que o desafio atlético passa a ser mais uma aventura, algo mais grandioso, com mais conteúdo e que satisfaz mais o praticante. Ou seja, mais por menos, se quiser comparar ambas as modalidades atléticas.