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“Com os treinamentos mais intensos, há uma exigência maior dos músculos e estes necessitam de mais tempo de recuperação. Os tecidos precisam reconstituir-se para o próximo treino. O tempo estimado de recuperação para cada tipo de treinamento deve ser analisado com cuidado, pois o praticante só poderá realizar outro treino com as mesmas características após esse intervalo de descanso. 
Realizar dois treinos de forte intensidade, antes do descanso ideal, poderá ser prejudicial para o rendimento que se pretende e torná-lo suscetível à ocorrência de lesões, dado que o organismo ainda não se encontra preparado para uma nova carga de trabalho idêntica.

Assim, não faças trabalhos de velocidade dois dias seguidos e muito menos treine forte todos os dias.

O organismo recupera-se mais rápido em treinos de menor duração e maior intensidade do que em relação aos treinos mais longos e de menor intensidade. No dia seguinte aos treinos fortes (seja em duração ou intensidade), será recomendável realizar treinos leves e regenerativos como trotes ou caminhadas rápidas em terrenos macios e executar alongamentos, pois estes exercícios auxiliam no processo de recuperação, o qual designamos como recuperação ativa.
Os trotes não devem ir além dos 30 minutos e o ritmo deve ser suave. Os alongamentos, na medida correta e sem forçar os músculos para além do seu esforço natural e permanecendo nas posições entre 20-30 segundos, servindo para “desintoxicar” e libertar aquela rigidez e incómodo (dor) dos músculos.

O descanso ou o tipo de recuperação ativa, depende muito do nível em que o atleta/praticante está. Se for um iniciante em corridas o repouso total é benéfico, devendo tirar um ou dois dias por semana para a recuperação.

Os dias de recuperação ativa, são uma boa oportunidade para variar o tipo de treino, como, a musculação, a caminhada rápida e a natação, atividades que são benéficas aos praticantes de corridas, desde que sejam efetuadas sem forçar demais. Não esquecer que são exercícios de recuperação.”