Sistemas Linfático e Imunitário

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O corpo possui um sistema de transporte, constituído por uma rede de vasos linfáticos e órgãos linfóides, conhecido por Sistema Linfático que. tem duas funções importantes:

1° Mantém o volume de sangue constante

Todos os dias cerca de 24 litros de líquido deixam o sangue quando ele atravessa os tecido. A maioria regressa aos capilares, mas cerca de 3 a 4 não. Este excedente que se chama linfa, passa para vasos linfáticos que voltam a introduzi-lo na circulação sanguínea.

2° É de defesa

A linfa contém células, também presentes no sangue, chamadas linfócitos e macrófagos, que formam o sistema imunitário, a mais poderosa defesa do corpo contra a doença. A linfa viaja pelos vasos linfáticos num só sentido.

Capilares minúsculos recolhem a linfa dos tecidos e depois fundem-se formando vasos linfáticos maiores Estes acabam por ir dar a dois canais que levam a linfa para as veias subclávias, repondo o líquido perdido pelo sangue. A contracção dos músculos esqueléticos em volta dos vasos linfáticos ajuda a empurrar a linfa para dentro deles e válvulas iguais às da veia evitam o seu refluxo.

Existem órgãos associados, como os gânglios linfáticos, as amígdalas, o timo e o baço. Os vasos mais pequenos do sistema linfático, os capilares linfáticos, formam uma rede de tubos de uma só saída que, tal como os capilares sanguíneos, passam entre as células dos tecidos. As finas paredes dos capilares linfáticos têm pregas minúsculas que funcionam como portas basculantes, abrindo num só sentido, para receber o excesso de líquido dos tecidos (que escorre dos capilares sanguíneos) e impedir o seu refluxo. Este líquido transparente e aguado, agora designado linfa, passa para os vasos linfáticos maiores .

Depois de ir buscar oxigénio aos pulmões, o sangue é bombeado pelo lado esquerdo do coração para os tecidos, regressando em seguida ao lado direito. Os capilares linfáticos dos tecidos, recolhem o excesso de líquido que escorre dos capilares sanguíneos e devolvem-no, através dos gânglios linfáticos, às veias que desembocam no lado direito do coração.

O sistema vascular linfático morfologicamente e funcionalmente é um anexo do sistema sanguíneo. O seu papel principal é o de destruir na corrente sanguínea as substâncias intercelulares estranhas ou em excesso, que dos vários tecidos do oxigénio, por diversos motivos, não puderam entrar nos capilares sanguíneos. O sistema linfático é formado por um arranjo ramificante dos seus vasos, onde os menores ramos se assemelham a capilares, diferenciado em “fundo cego” e encontrada no espaço intersticial sendo a camada única de células endoteliais que forma a parede de um “capilar linfático”, o local de absorção de substâncias a partir do fluido tissular, para a linfa. Analogamente ao sistema venoso, os seus ramos mais periféricos formam os capilares linfáticos muito finos de paredes delgadas.

Estes dividem-se amplamente, formando vasta rede, da qual emergem os linfáticos tubulares, de paredes mais espessas que os capilares, alguns com válvulas, que podem ou não interromper-se no ângulo linfático propriamente dito, são de maior calibre, originam-se de gânglios linfáticos ou são formados pela união de gânglios linfáticos tubulares, aumentam progressivamente de tamanho e formam o ducto torácico. A linfa que provém da poção inferior do corpo atinge o ducto torácico, que termina no sistema venoso, na união da veia jugular esquerda com a parte lateral direita da cabeça e tronco e do membro superior direito, atinge o sistema venoso através do ducto linfático direito ou teorético, que termina na união da veia sub clava direita com a jugular interna do mesmo lado.

Os vasos linfáticos da cabeça, dirigem-se para os gânglios cervicais e mucais, enquanto que os linfáticos da face vão, na sua maior parte, desaguar nos gânglios sub-mandibulares e sub-entonianos, lançando-se em seguida, nos gânglios cervicais profundos. Quanto aos vasos linfáticos da gengiva, reúnem-se na superfície interna e externa da apófise alveolar, enquanto que os linfáticos da superfície bocal, labial e de ambos os maxilares, vão desembocar, de preferência nos gânglios sub mandibulares. A linfa de todos os dentes, com possível excepção dos incisivos centrais inferiores, desagua, na sua maior parte nos gânglios sub mandibulares. O sistema linfático é como uma árvore, tem a sua raiz, os seus ramos e os seusfrutos.

A circulação linfática é uma via de retorno paralela à circulação venosa. Ela agrega e transporta os excedentes que não conseguem penetrar na circulação venosa. A remoção contínua de proteínas e de líquido excedente da substância fundamental, bem como a vigilância exercida nos gânglios são funções mais importantes do sistema linfático.

O objectivo da drenagem linfática manual é auxiliar e acelerar os mecanismos próprios de defesa, sem entretanto alterá-Ias. Este objectivo somente será alcançado respeitando-se as peculiaridades do sistema. As manobras devem seguir rigorosamente a direcção do fluxo linfático. A sequência das áreas a serem tratadas devem-se orientar no sentido proximal-distal, ou seja, das áreas mais próximas do ângulo venoso para as mais distantes.

No trabalho de drenagem executado em cada região, deve-se seguir a orientação distal proximal, trabalhando em direcção às áreas de aglomerações dos gânglios, ou seja, acompanhando-se o fluxo da linfa. A drenagem linfática manual actua de maneira directa e indirecta sobre o organismo. A importância da drenagem linfática no pós-operatório é que recupera o tecido no menor tempo possível.

Breve histórico da crenagem linfática

Gasper Asseli (1581-1626) médico italiano, foi o primeiro a descobrir as “veias lácteas” de um cão no sistema digestivo, após uma refeição. Olauf Kudbeck (1630-1708) pródigo cientista. sueco, foi o primeiro anatomista a reconhecer e considerar o sistema linfático como um sistema venoso (este seria o pai da drenagem). Mas o grande mérito da descoberta foi de Emil Vooder (1896-1986), dinamarquês; formado em fisioterapia pela universidade de Bruxelas. Em’ 1936 aconteceu o primeiro relato escrito pelo Dr.Vooder, que na ocasião, numa exposição de saúde em Paris, disse que experimentou fazer tratamentos para gripes, sinusites (manipulando os gânglios linfáticos do pescoço de um cliente que sofria de sinusite crónica no seu instituto de fisioterapia em Cannes). Em 1936 o médico Dr. Johanne Asdonk tomou conhecimento dos trabalhos de Vooder e ficou entusiasmado com os resultados da drenagem linfática (estabeleceu provas cientificas com mais de 20.000 pacientes). Outros médicos e cientistas como o Prof. Dr. M. M. Foeldi Gasper Asseli (1581-1626) médico italiano, foi o primeiro a descobrir as “veias lácteas” de um cão no sistema digestivo, após uma refeição. Olauf Kudbeck (1630-1708) pródigo cientista. sueco, foi o primeiro anatomista a reconhecer e considerar o sistema linfático como um sistema venoso (este seria o pai da drenagem).

Prol. Zilda Vieira de Sousa

Facililadora: Liria Pasqualli