Tabagismo Vs Desporto

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O desporto promove:
– A saúde (bem-estar físico e psíquico);
– O bom funcionamento cardiovascular;
– O controlo Da hipertensão e da obesidade;
– O combate ao sedentarismo e ao stress ;
– A sociabilidade , o espírito de cooperação e a inclusão social;
– A alternativa contra o tabagismo, alcoolismo e toxicodependência.

A SÁUDE DOS DESPORTISTAS

Quem   pratica desporto deve evitar o tabaco.

O   desportista deve manter o corpo em boa forma.

OS DESPORTISTAS FUMADORES

Os  desportistas fumadores têm como consequência a perda de forças que lhes  podem ser úteis no seu trabalho.

Os  fumadores podem com o tempo originar doenças prejudiciais à saúde.

A prática de exercício físico estava inversamente relacionada com o tabagismo, sendo os desportos de reduzida endurance os preferidos pelos fumadores.

O desporto continua um meio muito eficaz de prevenção do tabagismo. Apenas dois desportistas em dez fumam. São as revelações inquérito europeu feito junto de 21.358 desportistas federados de 13 países europeus com 24 anos de idade em média, representando 78 modalidades.

O desporto continua um meio muito eficaz de prevenção do tabagismo, porquanto apenas dois desportistas em dez fumam, ou seja, duas vezes menos que o resto da população, revela um vasto inquérito europeu cujos resultados foram terça-feira publicados.

Os desportistas que se dedicam ao prazer do tabaco fumam duas vezes menos que os fumadores não desportistas. Trata-se da mais importante sondagem europeia realizada até hoje. Foi feita junto de 21.358 desportistas federados de 13 países europeus com 24 anos de idade em média, representando 78 modalidades.

«Encontrámos 19,46 por cento de fumadores nos desportistas com um consumo médio de 10 cigarros por dia», sublinha o estudo realizado pelo Grupo latino e mediterrâneo de medicina do desporto, apresentado por ocasião da décima primeira conferência mundial sobre o tabaco e a saúde em Chicago (Illinois, EUA).

Nos jovens (10-13 anos), alvo privilegiado das campanhas de prevenção, contam-se três vezes menos fumadores quando o desporto é praticado fora da escola.

«O desporto-prevenção mostra aqui todo o seu interesse, nos jovens essencialmente», declarou o autor deste estudo, Jerôme Talmud, do Centro de Readaptação cardio-respiratória Toki Eder, em Cambio-les-Bains (França).

Os desportos individuais e os que despendem energias suplementares contam muito menos fumadores que os desportos colectivos, sublinha igualmente este inquérito.

Por todas estas razões o tabaco é muito prejudicial aos atletas levando-os à diminuição da sua capacidade para pratictar desporto.

Então ainda achas que vale a pena fumar??

 

 

Apresentação

O tabaco vem da planta Nicotiana Tabacum e é uma substância estimulante. Pode ser encontrado em forma de charuto, cigarro (com ou sem filtro), cachimbo, rapé e tabaco de mascar. O tabaco é principalmente fumado, mas pode também ser inalado ou mastigado. Tem uma acção estimulante.

A combustão do tabaco produz inúmeras substâncias como gases e vapores, que passam para os pulmões através do fumo, sendo algumas absorvidas pela corrente sanguínea. Estes substâncias são:

Nicotina: A nicotina é o alcalóide da planta do tabaco. Quando chega ao Sistema Nervoso Central, actua como um agonista do receptor nicotínico da acetilcolina. Possui propriedades de reforço positivo e viciantes devido à activação da via dopaminérgica mesolímbica. Aumenta também as concentrações da adrenalina, noradrenalina, vasopresina, beta endorfinas, ACTH e cortisol, que parecem influir nos seus efeitos estimulantes.

Substâncias irritantes (como a acroleína, os fenóis, o peróxido de nitrogénio, o ácido cianídrico, o amoníaco, etc): provocam a contracção bronquial, a estimulação das glândulas secretoras da mucosa e da tosse e a alteração dos mecanismos de defesa do pulmão.

Alcatrão e outros agentes cancerígenos (como o alfabenzopireno): contribuem para as neoplasias associadas ao tabaco.

Monóxido de carbono: provocam a diminuição da capacidade de transporte de oxigénio por parte dos glóbulos vermelhos.

A planta Nicotina tabacum deve o seu nome ao médico Jean Nicot que popularizou o seu uso na Europa. Esta planta, juntamente com cerca de mais de cinquenta outras espécies, faz parte do grupo nicotínico.

É originária da América onde era usada, antes da descoberta deste continente, pelos seus efeitos alucinogéneos. É difundida na Europa, após a viagem de Colombo, em parte devido à crença no seu valor terapêutico. A procura do tabaco fez com que a coroa espanhola se apropriasse do monopólio do seu comércio. Mais tarde, os franceses e ingleses juntam-se aos espanhóis, contribuindo para a expansão desta substância, o que origina fortes repressões por muitas autoridades. A título de exemplo, refira-se que Fedorovich dava ordens de tortura a qualquer consumidor até que este confessasse quem tinha sido o seu fornecedor, para depois mandar cortar o nariz a ambos. Também o sultão Murad IV castigava com decapitação, desmembramento ou mutilação quem encontrasse a fumar.

A partir do século XVIII, o levantamento das proibições permite um crescimento gradual do consumo de tabaco. Este consumo era principalmente feito por aspiração nasal, apresentando-se o produto em forma de pó fino ou resíduos (neste último caso, era-lhe atribuído o nome de rapé). O tabaco era também enrolado ou recheado de triturado. Crê-se que o cigarro surgiu das navegações transatlânticas, durante as quais eram apanhados os restos de tabaco, que estavam a ser transportados para a Europa, e enrolados em papel (dado que as folhas inteiras da planta pertenciam à coroa). Começando por ser um consumo de marinheiros, pensa-se que em 1800 já se tinha alargado a outros estratos sociais na Península Ibérica e no Meditarrâneo. Para a sua expansão pelo resto da Europa, em muito contribuíram as guerras napoleónicas.

Na segunda metade do século XIX, o monopólio da fabricação dos cigarros passa a ser dos anglo-saxões. A partir desta altura, o tabagismo passa a afectar quase metade da população mundial.

 Efeitos

O consumidor pode experimentar sensações reconfortantes, favorecimento da memória, redução da agressividade, diminuição do aumento do peso e do apetite em relação aos doces ou relaxamento. Geralmente, ocorre um aumento do ritmo cardíaco, da respiração e da tensão arterial.

Nas pessoas não dependentes pode provocar náuseas e vómitos.

Riscos

O consumo pode provocar hipotonia muscular, diminuição dos reflexos tendinosos, aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, aumento do tónus do organismo, irritação das vias respiratórias, aumento da mucosidade e dificuldade em eliminá-la, inflamação dos brônquios (bronquite crónica), obstrução crónica do pulmão e graves complicações (enfisema pulmonar), arteriosclerose, transtornos vasculares (exemplo: trombose e enfarte do miocárdio).

Em fumadores crónicos podem surgir úlceras digestivas, faringite e laringite, afonia e alterações do olfacto, pigmentação da língua e dos dentes, disfunção das papilas gustativas, problemas cardíacos, má circulação (que pode levar à amputação) e cancro do pulmão, de estômago e da cavidade oral.

O tabagismo materno influi no crescimento do feto, especialmente no peso do recém nascido, aumento dos índices de aborto espontâneo, complicações na gravidez e no parto e nascimentos prematuros.

A vitamina C é destruída pelo tabaco, daí que se aconselhe os fumadores a tomar doses extra de antioxidantes (vitaminas A, C e E), para ajudar a prevenir certos tipos de cancro.

Tolerância e Dependência

Existe tolerância, assim como dependência. A nicotina do tabaco é das drogas que mais dependência provocam.

Síndrome de Abstinência

Traduz-se por intranquilidade ou excitação, aumento da tosse e da expectoração, impaciência, irritabilidade, depressão, ansiedade e agressividade, má disposição, dificuldade de concentração que pode diminuir a atenção na condução de veículos, aumento do apetite e do peso corporal e diminuição da frequência cardíaca.

Raquel Madeira
Personal trainer, Virgin Active – Oeiras

Fonte: http://desportoesaude.page.tl/Tabaco-e-Desporto.htm