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A resistência é a capacidade de adiar o aparecimento da fadiga com uma atividade física  persistente e desenvolvida, com movimentos gerais do corpo. Mede-se a eficiência do coração, dos vasos, na sua função de transporte de elementos energéticos para o músculo, e a capacidade de utilização do oxigénio pelo organismo para conseguir que um esforço seja o mais prolongado possível.

Para que se possa treinar mais a resistência, há que utilizar outras formas de treino que não só a corrida contínua. Já abordámos vários tipos de treino, alguns deles com conselhos para os intervalos de recuperação e intensidade do treino. Ora, achar esses valores é o que propomos neste artigo, com testes simples que pode realizar sozinho, embora seja melhor recorrer à ajuda de treinadores e monitores credenciados que o ajudem a interpretar melhor as conclusões, de forma a poder ter o melhor comportamento de treino.

Teste de Ruffier e de Ruffier-Dickson

É um dos mais simples, muito utilizado, e não precisa mais do que o próprio organismo. Consiste em efectuar 30 flexões completas sobre as pernas em 45 segundos e com as costas direitas.
Toma-se a frequência cardíaca antes do exercício, sentado, durante 15 segundos (P0). De novo, um minuto depois de terminar o esforço (P1) durante 15 segundos; e dois minutos antes de terminar o esforço (P2) durante outros 15 segundos. Estes valores multiplicam-se por quatro para passá-los a pulsações por minuto. Calcula-se o Índice de Ruffier segundo a seguinte fórmula:

Para convertê-lo no Índice de Ruffier-Dickson que está destinado a minimizar a influência das reações de tipo emotivo que podem afectar a P0, realizamos o seguinte cálculo:


Com o resultado obtido acedemos à tabela seguinte:

Os valores de P1 são geralmente mais altos em indivíduos jovens que em adultos, embora a capacidade de recuperação daqueles seja consideravelmente superior.

 

Teste de HARVARD (Step Teste)
Esta prova mede a capacidade de recuperação do indivíduo utilizando como exercício subir e descer de um banco com 40 cm de altura. Devem realizar-se, durante 45 segundos (T), 30 subidas e descidas do banco.
Para finalizar o exercício medem-se as pulsações durante os três primeiros minutos. Com estes dados e a fórmula, obtém-se o índice de recuperação.

A avaliação deste teste é: