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A corrida é dos desportos mais fáceis de aderir. Vestes uma roupa desportiva, pegas nuns ténis/sapatilhas razoáveis, sais à rua e largas a correr. Não precisas propriamente que te ensinem a correr. Não precisas de equipamentos complexos, nem mais pessoas para jogarem contigo a este jogo. É simples, até se pratica este desporto da corrida com frequência no dia a dia numa tentativa de apanhar um comboio ou autocarro. Portanto, a mecânica da coisa não é segredo.

É a partir do momento que a dedicação aumenta que aumenta também a atenção aos materiais. Procuram-se coisas como ténis/sapatilhas com maior amortecimento, t-shirts técnicas, calções que não provoquem assaduras, entre outros. Ora, se a dedicação aumenta, também aumenta a frequência dos treinos, distâncias, carga … e tudo isso tem de ser bem gerido. É aí que entra o acompanhamento, quer seja para atingir objetivos de forma mais eficiente, corrigir postura e técnica, ou evitar lesões.

Comecemos pela postura! Se corres há já algum tempo com uma má postura, esta será mais difícil de corrigir. E como é que sabes se tens má postura? Observando a tua corrida, o que não é nada fácil. E se te filmares a correr e descobrires essa má postura, irás conseguir corrigi-la quando estás a correr? Não há impossíveis, mas será extremamente difícil. Com um observador externo qualificado, este irá identificar as imperfeições e irá alertar-te para a correção durante a corrida. As consequências da má postura vão desde limitações na performance até ao desenvolvimento de lesões.

Qual o volume de treino adequado para ti? Qual a frequência, distância e intensidade adequadas? Cada indivíduo tem a sua constituição física, o seu historial de lesões, o seu hábito de atividade física… O treino avulso retirado de uma revista ou um treino desenhado para um amigo, poderá não ser o mais indicado para ti. Algo desenhado mesmo à tua medida permitir-te-á explorar as tuas potencialidades de forma mais estruturada e saudável.

Conheces verdadeiramente os teus limites? Jogas sempre pelo seguro? Pensas que podes dar mais de ti? É difícil percebermos realmente se estamos mesmo a desafiar os nossos limites. E também é difícil manter sempre a motivação, não nos deixando desleixar num ou mais treinos. Um treinador que te incentive a ser mais forte, a quebrar os teus limites e a sair fora da tua zona de conforto sem pôr em causa a tua saúde, pode fazer a diferença!

O treino não se limita à corrida. É necessário todo um trabalho de reforço muscular e para cada atleta a receita para o reforço muscular é única. Há músculos mais trabalhados que outros durante a corrida, há condicionantes pessoais que levam a que se tenha de trabalhar mais um grupo de músculos que outros e há todo um treino complementar de “core” para evitar lesões.

Um estudo publicado na revista de especialidade, Sport Management Review, indica que corredores com acompanhamento correm mais vezes por semana, durante mais tempo e participam em mais provas do que corredores sem acompanhamento. Estes atletas estão mais motivados, envolvidos neste desporto e apresentam maior compromisso com a corrida do que atletas sem treinador. O treinador tem também um papel importante no que diz respeito a manter os atletas dentro desta modalidade (fiéis à modalidade) e a que estes tirem mais benefícios da corrida.

Assim, se queres optar por ter um acompanhamento deves procurar o mais especializado possível. Podes, por exemplo, contratar um “personal trainner”. Mas atenção, deves procurar um “personal trainner” cuja área de especialização seja a corrida, pois entenderá melhor as tuas necessidades do que um especializado em musculação.

Damos-te o exemplo do Fitness Hut. Nestes clubes a informação dos seus “personal trainners” está disponível em placares, com o nome, fotografia, formação académica, áreas de especialização e contactos. Assim, é só identificar aquele cujo perfil se adequa às tuas necessidades e iniciares a tua jornada rumo aos teus objetivos!

Fonte:
C. M. Rocha, O. A. Gestão, The processo toward commitment to running – The role of diferentes motives, involvement, and coaching, Sport Management Review (2017).