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Conheça os tipos de dores que você está sujeito a sentir após a corrida e saiba se o treinamento está liberado ou se é hora de afastar-se da prática desportiva.

A palavra dor soa como algo ruim, que poderá te impedir de seguir em frente com os treinos. Mas, às vezes, não é bem assim. Claro que toda a dor desse ser levada à séria e caso persista, a procura de um médico é indispensável. Porém, existem tipos de incômodos que não te afastam por períodos muito longos da corrida, se diagnosticadas e tratadas corretamente.

Para saber se os treinos devem continuar, é preciso identificar se o que está sentindo é uma dor muscular ou estrutural. A muscular é aquela “dor boa”, que surge depois de treinos mais pesados. “Essa dor ou cansaço termina, ou diminui após o treino ou corrida. Ele passa com a diminuição de intensidade”, explica o fisiologista do desporto da Unifesp, Raul Santo de Oliveira.

A sensação de cansaço, geralmente, é sentida em todo um grupo muscular e é um incomodo generalizado, mas que passa. Geralmente, corredores iniciantes sentem muito esse tipo de dor, pois os músculos e articulações ainda não se habituaram ao exercício. No período que esta dor estiver presente, opte por uma corrida leve ou repouso total.

Já a estrutural significa lesão! Pode ir desde distensões até microrupturas e sua duração é bem maior. Quando perceber que uma dor não passa mesmo após um tempo de descanso, provavelmente você foi acometido por alguma contusão. Essas dores precisam ser comunicadas ao treinador e analisadas por um médico com urgência e correr nestas condições está, definitivamente, fora de cogitação.

Atenção

Além destas duas dores citadas, os incómodos também podem surgir fora dos treinos. “Existem aquelas dores por conta de posturas inadequadas durante o dia de trabalho ou por exigências físicas que não são do desporto, como movimentos repetitivos no trabalho ou em casa”, explica o professor Zeca, diretor técnico da Z Track Esporte e Saúde.

O descanso é primordial

O corpo se adapta ao esforço físico, mas tudo tem um limite. Sem o descanso, o corpo não consegue receber bem as cargas de treino e com a repetição dos treinos o corredor poderá entrar em um estado em que o organismo chega ao seu limite de esforço.

Essa “folga” no plano de treinos, portanto, é mais que necessária. “É um período em que o organismo repõe as perdas, recupera-se de micro lesões, repõe os estoques, por exemplo, de carboidratos entre outros elementos importantes da musculatura, como sangue e hormônios”, explica o fisiologista.

“O descanso faz parte do treino, pois é agora que o organismo realiza o que chamamos tecnicamente de “anabolismo”, que nada mais é que a assimilação aos estímulos do trabalho realizado, mostrando assim os resultados desejados.

Por Cláudio Bolanho – Diretor Geral Triboo

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