Vodafone Meia Maratona de Lisboa por Carla Tabaio

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Foi no passado dia 14 de outubro que decorreu a Vodafone Meia Maratona de Lisboa. Devido ao furacão Leslie, a organização divulgou logo no dia anterior as medidas tomadas para precaver a segurança dos atletas, caso a intempérie se fizesse sentir na manhã da prova. Assim, a prova iniciou-se uma hora mais tarde, às 11h30 e no IC2, em vez da Ponte Vasco da Gama, tendo a sua meta no Terreiro do Paço.

Como todas as provas desta distância, esta não é propriamente fácil, tendo subidas durante o percurso, incluindo, aos 18km, a Avenida da Liberdade. Esta é uma prova que não se pode ir simplesmente sem olhar muito para as informações prestadas, pelo que deixamos aqui alguns conselhos:

  • Estuda bem o percurso, até para decidires que meio de transporte levarás ou onde deverás deixar o carro. Atenção: este percurso não é circular.
  • Tem de se ir de autocarro da organização para a partida, pelo que tens de verificar o local da partida dos autocarros.
  • O horário dos autocarros para a zona de partida é cedo, pelo que tens de pensar bem na tua alimentação. Come bem em casa e leva algo para comeres já na zona de partida.
  • Se o teu objetivo é fazer um bom tempo, ir nos primeiros autocarros da organização pode dar-te a vantagem de ficares mais à frente na zona de partida.
  • Vais ficar algum tempo à espera na zona de partida, leva uns manguitos que possas baixar durante a corrida ou uma camisola para abandonares.
  • Vai ao wc antes de apanhar o autocarro, pode não haver wc na zona de partida, como foi o caso este ano.
  • Como os percursos neste dia são lineares e a Mini Maratona inicia-se no mesmo local, se o teu grupo estiver repartido entre estas duas provas, tem em atenção que não vão terminar no mesmo local.
  • Esta Meia Maratona não é totalmente plana, tens algumas subidas e a final é de morrer. Planeia bem os tempos que queres fazer neste percurso. Para esta prova preparei uma pulseira com os tempos que deveria fazer para atingir o meu objetivo. É claro que sabia o objetivo final, mas ajuda saber quanto tempo deves ter feito aos 5, 10, 15 e 20km. Acabei por não a seguir porque tive uma lebre incrível, mas fica aqui a ideia que podes ver na imagem! Não é original, mas uma adaptação a opções que já tinha visto. Precisas só de uma pulseira daquelas que ao bater no pulso se enrola (sim, aquela das criancinhas) e uma caneta de acetato.

Iniciada a prova, foi dar corda aos sapatos e ultrapassar muita gente, já que este evento recebe sempre muitos participantes. O percurso teve muitos abastecimentos e até um ponto de “mangueirada” dada pelos bombeiros, que soube a glória! Apesar da tempestade Leslie o tempo acabou por ficar quente e quando as nuvens descobriam o sol, o calor era muito desconfortável. Já os pontos musicais são sempre um ponto alto desta prova, pois como há poucos apoiantes ao longo do caminho, a banda dá aquela força extra. É pena em Portugal não haver uma cultura desportiva de apoio aos atletas neste tipo de evento. É algo que todos temos de trabalhar, atletas incluídos!

A chegada é sempre uma emoção e cansaço, onde recebemos a nossa medalha de participação (para guardar até ser velhinha, e depois!) e o saquinho com o abastecimento final que inclui, como vem a ser hábito, um gelado da Olá! Sabe sempre tão bem!!!!

2018 foi um ano mau para os amantes a corrida em pontes, já que a Meia Maratona que passava pela Ponte 25 de Abril também não passou lá este ano.

Esperemos que não haja intempérie no próximo ano que nos tire das pontes!