XIII G.P Arrábida por Sara Faro

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 A manhã deste 18 de novembro, acordou bem desanimada, depois de uma noite de chuva intensa, ao faltar 10 minutos para o começo da prova, São Pedro, amigo das Lebres do Sado e dos Atletas ali presentes deu tréguas e parou a chuva. Fazendo valer cada minuto da prova que começou logo com uma excelente organização e simpatia na entrega de Dorsais Sem conhecer o percurso, e com a informação de que me devia poupar pois ia encontrar muitas subidas, lá dei inicio à partida atrás da Lebre.

Confesso que não me apercebi da passada lenta da Lebre, pois o lento deles foi rápido par mim, logo ali na saída do Jardim apresentou-se a primeira subida e começo a ficar apreensiva, mantive uma passada muito calma, afinal disseram-me que metade da prova era a subir. Não me apercebi da passagem da estrada alcatroada para estrada de terra batida, tal era o foco á procura da próxima subida.

Começa aqui a minha primeira experiencia a desviar das poças, dos solos saturados das chuvas da noite anterior. Senti uma enorme vontade de voltar a ser criança e chapinhar com os pés dentro das poças.

Escolhi dar uso à agilidade e à paragem da chuva, optando por não molhar o pezinho. Quando me apercebo estou a correr no meio de trilhos verdejantes e maravilhosos, enquanto evitava as poças, olhava para a frente e desviava-me dos ramos em forma de chicote (muito bem assinalados).

Ainda estava a tentar perceber onde me tinha metido, já ali tinha o primeiro abastecimento. Sempre com um ambiente bem-disposto, deparamo-nos com a bifurcação para quem ficava p`los 7km, ainda pensei se não devia ter optado por tal distancia.

Lembrei-me de repente que este era o meu primeiro degrau para passar a fasquia dos 10 KM e seguir o caminho para uma meia, rapidamente se desvaneceu o sonho, quando visualizo as subidas ingremes. Oiço a voz de quem me ensinou a enfrentar as subidas, e lá fui eu, correndo e andando; andando e correndo. Arranja-se amigos em todas as provas e aqui não foi exceção, enquanto subimos, falamos da beleza que nos rodeia e a paixão que se apodera de mim nesta serra com tanto ar puro para usufruir. Perguntam-me se gosto de Moscatel, e respondo que já ouvi falar desse abastecimento.

Ficou ali combinado o brinde! Sem me dar conta, estava no cimo e a companhia a dizer “Agora já está, é só descer” Passámos por estrada, voltamos á terra batida com uma descida vertiginosa (para mim) mas com o solo bem preso, estando no meio do trilho lá chega o famoso abastecimento com direito a Moscatel e línguas de gato, (faltou o fotografo para registar o brinde). Já de volta ao alcatrão, passamos pela Igreja e somos cumprimentados alegremente pelo Sr. Padre e pelas “Irmãs” ali presentes, momento reservado só para quem vem atrás, os que iam á frente ainda passaram no decorrer da missa.

A prova acabou no jardim onde começamos, com a Alexandra a subir ao pódio e eu a concretizar o meu objetivo de realizar a minha primeira prova acima dos 10km. Venho rendida pelo ambiente, paisagem e ar puro.

Obrigada Alexandra e Carlos por me “meterem” nestas aventuras. André e Francisco obrigada pela loucura saudável.

FIQUEI FÃ!!!